Monday air!

Acordei ranheta e preciso reclamar.

  1. Livreiros e donos de sebos: parem de usar etiquetas adesivas para marcar o preço dos livros. Parafraseando o Borat, it’s a pain in my asshole.É quase impossível remover uma etiqueta colada há muito tempo sem danificar a capa do livro ou da revista. Ah, e se puderem encontrar uma alternativa aos carimbos com símbolos zodiacais, eu também agradeço.
  2. Lembra daqueles velhinhos que saíam pelas ruas ouvindo música ou futebol nos seus radinhos de pilha? Pois bem, Curitiba ganhou uma releitura desta classe: jovens com celulares bonitos e modernos ouvindo músicas dentro do ônibus, sem fones de ouvido. O problema até que não chega a ser as canções de qualidade questionável, mas a potência e a qualidade do alto-falante que simplesmente não ajudam.

    Jovens, eu não sei se vocês já perceberam, mas qualquer canção fica completamente distorcida a um certo volume. Se vocês querem tirar a apatia das ruas e dos coletivos com um pouco de música (you gotta fight for your right to party!), acho que vocês conseguirão um pouco de inspiração assistindo Faça a Coisa Certa.
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12 Responses to Monday air!

  1. Concordo em gênero, número e volume. :)

    Eu nem preciso dizer que sofro muito com a música no ônibus.

    Eu não sei como está a situação em SP, mas lá é proibido ter música nos transportes públicos há muito tempo.

    Ah, sobre o lance no sebo você me lembrou de uma coisa… Minha professora de inglês ESCREVE nos livros dela… Cara… Eu não sabia que eu sofria com isso, mas toda vez que ela escreve no livro eu sinto um negócio horrível em mim.

    Outra dia a gente teve uma leve discussão sobre isso. Ela tentou argumentar que escreve a lápis, eu disse que ela detona o livro do mesmo jeito. Pior, os livros são caros…

    Enfim, o livro é dela ela faz o que quiser. Mas acho isso escroto.

  2. felipe says:

    Capitulino, eu não posso falar da sua professora. Eu também escrevo em livros.

    Claro que tenho regras: só livros meus e nunca em edições especialíssimas. Mas costumo fazer anotações, circular typos e afins. :-)

  3. caio1982 says:

    É um “dêjaví”!

  4. Eu comprei umas edições da rara revista acadêmica Chanoyu Quarterly, de 1970epoucos, e eles vieram riscadas com o valor do sebo, mais a assinatura do cara.

    Gente que risca/sublinha livros tem que ser enforcada.

  5. Caroll says:

    Ahá! Sabia que eu não poderia ser o único ser curitibano a ter ódio desse povo que deixa música tocando no ônibus! “Existem os fones, por isso eles vêm junto com seu celular novinho em folha.” Eles não devem ter lido as instruções de uso e não sabem para que serve aquele fiozinho.

    Já cheguei a estar em um ônibus onde a criatura estava tentando deixar a música infame dele mais alta que a música ambiente do ônibus. Foram vários minutos de tortura. :P

  6. felipe says:

    Leonardo, comprou pela web?

    Eu sou do tipo que escreve/rabisca em livros (não me enforque!). Certos livros são, para mim, como material de estudo. Se eu escrevo, sublinho, circulo, fica mais fácil para eu me encontrar depois.

    Mesmo em romances às vezes eu sinto a necessidade de destacar alguma coisa ou de fazer uma anotação ao lado de alguma passagem importante para mim.

    Sublinhar/circular typos é herança da época que eu revisava muito texto. Acabo fazendo automaticamente.

    Mas ainda tenho um apego sentimental por algumas edições que me impede de escrever nelas. heh

    Tinha uma discussão legal sobre isso no blog antigo, antes do hostsys acabar com tudo. Vou tentar recuperar o post, mas acho que não vou conseguir recuperar os comentários. :-(

  7. felipe says:

    Caroll, eu já peguei um ônibus onde dois caras tentavam tocar a mesma música, cada um com o seu celular, sincronizadamente. Claro que eles não conseguiram. :-)

  8. Kátia says:

    eu tenho um sentimento de posse com livros. Gosto de tê-los mesmo quando demoro anos para lê-los e por isso escrever no próprio livro serve para satisfazer meu sentimento de posse, tipo cachorro mijando nos cantos do quintal pra marcar território.
    etiqueta adesiva é pecado em qualquer coisa. Já risquei vários utensílios de cozinha tentando tirar os malditos adesivos.

  9. Domingos says:

    Blé, em Porto Alegre os sebos marcam aquela última folha em branco do livro com uma singela letra escrita a lápis. Essa letra é depois mapeada para uma tabela de preços real.

    Não é perfeito, mas uma única letra escrita a lápis é bem mais fácil de remover/apagar do que uma etiqueta adesiva presa na capa do livro.

    Alias, sem querer ser bairrista, mas os sebos de Porto Alegre são muuuito melhores que os de Curitiba. :)

  10. felipe says:

    Domingos, acho que preço marcado a lápis é muito melhor do que os carimbos e etiquetas mesmo. Muito mais fácil de remover.

    Os sebos daqui são meio ruinzinhos mesmo. E não muito baratos, diga-se de passagem. Uso os sebos mais para encontrar livros fora de publicação e gibis antigos.

    Uma dúvida: a seção de informática dos sebos de POA são boas? Aqui em Curitiba é quase impossível achar livros de informática “modernos”. Normalmente é só peça de museu, livro sobre BASIC, MS-DOS, NORTON e afins. heh

  11. felipe says:

    É isso aí, Kátia! Vamos fortalecer o bloco dos que escrevem nos livros! :-)

  12. Domingos says:

    Confesso que nunca fui comprar livros de informática nos sebos daqui. Mas já vi alguns clássicos na vitrine, como como o de SO do Tanenbaun, e o de C++ do Stroustrup.

    Mas o “quente” mesmo dos becos de POA é a grande variedade de livros em geral (bem maior que a média nacional), por um custo geralmente mais baixo.

    O maior é o Beco dos Livros (www.becodoslivros.com) com sete lojas. Dára para ir numa loja, e ver se o livro que tu procura existe nas outras seis. Isso é muito bom. :)

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