Nanquim eletrônico

23/09/2008 at 10:11 pm
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Esquire #75 - Capa com E Ink

Esquire #75 - Capa com E Ink

Para comemorar os 75 anos de publicação, a revista Esquire publicou uma edição especial com uma capa feita com o papel eletrônico da E Ink. No site da revista é possível encontrar mais detalhes sobre o processo de confecção das capas e perceber o quão trabalhoso foi tudo.

Para ter uma idéia, o display das capas foram montados na China e, cada capa, finalizada manualmente no México. Para piorar a situação, as baterias que fazem o display funcionar duram cerca de 90 dias e, por isso, parte do transporte das capas foi feito em caminhões refrigerados, para que a baixa temperatura ajudasse a preservar a vida das baterias.

Apesar de bonita, a idéia não foi muito bem aproveitada e gerou um pouco de decepção nos leitores e geeks de plantão. O vídeo a seguir mostra a capa da edição #75 piscando e o anúncio da Ford (que também pisca):

 

Boing-Boing, a Wired e a Make Magazine (warning: geek pr0n) não perderam tempo para reportar a frustração com o pisca-pisca hi-tech. Alguns leitores até compararam a capa com um relógio digital.

De qualquer forma, acho que a iniciativa foi boa, inclusive para o consumidor, que pagou seis dólares pela edição. Apenas dois dólares a mais que o preço normal da Esquire.

No meu bolso eu já carrego um pedaço do tal papel eletrônico desde que meu EL 71 morreu. Faz umas duas semanas que sou mais um proprietário do Motorola F3, o Motofone. O celular foi desenvolvido para ter baixo custo e poder aproveitar o mercado de países em desenvolvimento e, ao invés de um display LCD, traz um feito com E Ink.

Motorola F3

Motorola F3

A parte boa é que a bateria do celular dura bastante, já que há pouco consumo. Além do display “pobre”, ele não é cheio de recursos extras. Basicamente ele recebe e faz ligações, recebe e envia SMS, possui uma agenda de contatos e função de despertador. O meu saiu por R$ 30 e ainda trouxe R$ 15 de bônus para ligações entre aparelhos da mesma operadora.

A parte ruim é que, assim como a capa da Esquire, o E Ink não foi muito bem aproveitado. O display exibe no máximo 6 caracteres por linha e duas linhas por tela. Para escrever e ler mensagens, a situação é um pouco pior: apenas uma linha e a impossibilidade de corrigir uma palavra sem apagar todos os caracteres que sucedem o erro.

Já o Kindle parece usar o E Ink de maneira melhor. Tem suporte a até 4 tons de cinza e, ao que parece, não é feito com células pré-definidas que acendem e apagam para formar um texto. Entretanto, é basicamente limitado ao idioma inglês, já que tem apenas fontes para este idioma.

Kindle: e-reader da Amazon

Kindle: e-book reader da Amazon

O jeito é esperar para ver o que mais aparece por aí usando papel eletrônico. Particularmente, eu adoraria ter um dispositivo eletrônico para ler jornais e revistas. Isto resolveria o meu problema com espaço.

Por enquanto eu só não abro mão do formato tradicional dos livros.

5 comments

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  1. Talita

    on 23/09/2008 at 10:37 pm

    esse mundo tá moderno demais. Medo da tecnologia!

  2. Neto

    on 24/09/2008 at 8:22 am

    uia! queria ver uma ao vivo. Em casa vou ver o video, aqui é bloqueado =(

  3. Tabgal

    on 25/09/2008 at 8:40 am

    Muito legal essa interface e-paper

    Claro, ainda tá simples, o LCD tá uns 10 anos na frente, mas agora a coisa parece que deslanchou.

  4. Leco Vilela

    on 1/10/2008 at 2:40 pm

    Estamos chegando na anti-matéria!

    oO

    ps: o último post com o garfield me conquistou!

  5. Vinicius Massuchetto

    on 8/11/2008 at 12:34 pm

    Que triste. Uma referência de design gráfico com tamanha produção de lixo eletrônico na melhor forma que o capitalismo pode propor.

    Afinal, papel reciclado não brilha, né?