Luanda - parte 4
Hoje, 11 de novembro, é dia da independência de Angola. Acordei um tanto cedo e, enquanto tomava o meu pequeno almoço, assisti parte de um documentário na TPA que contava como foi o processo da independência de Angola. O que mais gostei é que o documentário mostrava alguns pormenores que ninguém nunca lembra de contar, como quem desenhou e quem costurou a primeira bandeira da nação.
Segundo o documentário, a primeira versão da bandeira foi feita em algodão, mas o então quase-presidente Agostinho Neto exigiu que ela fosse refeita em cetim. Já era dia 9 de novembro e as costureiras ficaram bastante nervosas. Acabaram conseguindo o cetim para a confecção, mas se me lembro bem, o símbolo da bandeira acabou sendo feito em algodão mesmo. Na noite anterior à independência as costureiras precisavam entregar a bandeira ao presidente e, para isso, tiveram que escondê-la em um saco de pão para poderem passar sem problema pelos militares portugueses.
Como hoje é feriado nacional, não trabalhamos. Aproveitamos o dia para ir ao Belas Shopping com o Agostinho, um amigo do Ariel que já está há quatro anos em Luanda.
A região onde o shopping fica é gira, bem planejada e possui residências muito bonitas. O shopping não é muito grande (comparado com os curitibanos ou paulistas), mas tem lojas muito boas e uma praça de alimentação com bastante opções, de fast food à alta gastronomia. Tem até uma filial do Panela de Barro, o restaurante onde comemos todo dia.
O shopping também tem oito salas de cinema e aproveitamos para assistir Quantum of Solace. Me surpreendi com o filme. Pensei que seria só mais um filme de ação, mas o novo 007 é muito mais que isso: é um filme de ação ininterrupta do começo ao fim. Quando voltar ao Brasil vou tentar assistir todos os filmes da série. E a propósito, achei o cinema muito bom.
E como parece que os livros me perseguem (ou eu a eles), encontrei duas surpresas: um fotógrafo brasileiro lançando um livro sobre Angola e uma “tenda” com dezenas de livros à venda no corredor do shopping. Vários livros me interessaram, mas estou a economizar. Além disso tem o inconveniente de que papel costuma pesar demais e eu já trouxe três livros do Brasil para ler aqui.


