Paraty – julho/2009

1/08/2009 at 7:46 pm
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Em 2007, quando fui para a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), eu estava saindo de férias com dinheiro de sobra para o roteiro Curitiba-Santos-Paraty-Rio de Janeiro-São Paulo-Curitiba. Fui de carro com os amigos, ficamos em uma pousada pomposa e etc. Este ano eu estava com pouco dinheiro e sem companhia, mas fui mesmo assim.

A princípio eu ficaria em um camping. Emprestei barraca, colchão inflável, mochila de sei lá quantos litros e levei uma lanterna. Pela primeira vez eu fui viajar sozinho e a primeira coisa que aprendi é que viajar sozinho não existe. Fiz amizades em todos os momentos da viagem, claro que algumas temporárias.

Na descida de São Paulo para Paraty conheci um gaúcho que fazia aquele trajeto todo ano. Ele trabalha na FLIP e, depois da festa, vai caminhando até Aparecida do Norte, por devoção. Ele me contou que faz o trajeto todo a pé, em três dias. A parte bacana é que ele estava considerando adotar isto como forma de turismo. A próxima meta dele é descer a pé de Diamantina até Paraty, fazendo assim todo o caminho de extração de diamante e ouro que os portugueses faziam durante a colonização.

Ao desembarcar resolvi dar uma olhada nos preços de albergues, para ver se custava muito mais do que a estadia no camping. Enquanto eu andava pelas ruas de mochila escutei alguém dizendo “Hello! Hello! Looking for hostel?”. Respondi que sim e em bom português. Ele me mostrou um quarto para duas pessoas no albergue dele, mas eu achei caro. Disse que queria um quarto coletivo por causa do preço. Daí ele me levou até o albergue Casa da Aventura.

O custo de dez dias no albergue seria o dobro do que eu gastaria no camping, mas mesmo assim aceitei. Paraty estava cheia de poças d’água e eu não quis pegar chuva na minha primeira experiência em um camping. Traí o movimento e resolvi partir para a minha primeira experiência em um albergue. Acho que fiz uma boa escolha. Até agora sinto falta do festival de sotaques que eu ouvia todo dia: pernambucano, paulista, carioca, mineiro, brasiliense, francês, inglês, australiano, peruano.

Paraty sem FLIP, ainda calma

Paraty sem FLIP, ainda calma

Desta vez eu também cheguei três dias antes da FLIP e saí um dia depois dela. Em um dos dias antes da feira eu fiz um passeio de jeep, para conhecer algumas coisas que eu não tinha visto em 2007. O jeep tour sai por volta das 10h da manhã e retorna à cidade às 16h ou 17h. São seis os pontos de parada:

É possível visitar todos esses pontos sem pegar o jeep tour, mas alguns ficam um pouco distantes da cidade e você terá que pegar estrada de terra para chegar até eles. Os mais preparados fisicamente podem alugar uma bicicleta na cidade e fazer o trajeto pedalando. O passei a cavalo também leva os turistas até esses pontos.

Na Fazenda Murycana eu percebi que mais uma vez os pássaros me avisaram que eu estava longe de casa. Desta vez foram o tiê-sangue e a Saíra-sete-cores que roubaram a cena. São dois pássaros muito bonitos, de cores fortes e que eu ainda não conhecia. Foi i mpossível não lembrar do peito-celeste.

No albergue também conheci um cara que trabalhava como estátua viva em frente à Igreja de Santa Rita. Vestido de escravo ele contava alguns fatos históricos sobre aquela região e também fazia sucesso com as estrangeiras, que adorava tirar fotos com ele. Acho que o nome dele era Anderson, não me lembro.

Estátua viva

Estátua viva

O resto da viagem eu dediquei à FLIP e à OFF-FLIP. O resumo das discussões e mesas que assiti estão no Logorréia. Para quem pretende ir à FLIP de 2010 sem gastar muito e ainda não conhece Paraty, aqui vão algumas dicas:

Onde ficar:

Onde comer:

Internet:

Passeios:

Noite:

Atrações turísticas no centro histórico:

E a regra geral: Pesquise o máximo que puder o preço de alguma coisa antes de comprar e evite comprar o que não for necessário ou exclusivo
de Paraty. Os preços aumentam de acordo com a proximidade da Praça da Matriz.

5 comments

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  1. Rita

    on 24/08/2009 at 9:14 pm

    Felipe, sua descricao foi muito boa para um otimo lugar. Adorei Paraty, a flip, as pessoas. Me mande seu email. Um abraco!

  2. Marcita

    on 23/11/2009 at 9:54 pm

    Caramba, essa cachoeira é incrível, Felipe!
    quero ir, quero ir!

  3. felipe

    on 24/11/2009 at 10:12 am

    Opa! Quem sabe a gente não vai junto pra FLIP 2010? :-)

  4. Matheus José

    on 3/05/2010 at 7:41 pm

    Poxa.fiquei em Paraty 2 meses.E olha,te falar a real.Maravilha.Nun gastei tudo isso ae não heim.

  5. felipe

    on 3/05/2010 at 7:48 pm

    Pois é Matheus, eu não sou um bom exemplo de economia. Um amigo meu viajou por três estados diferentes durante 20 dias com a mesma quantia que eu gastei em Paraty durante 10 dias. haha

    Se eu for este ano vou tentar economizar mais. Encontrar um albergue mais barato e preparar minha própria alimentação, por exemplo. :-)

    Obrigado pelo comentário!