Archive for the ‘Hobbies’ Category
Stargazing!
Lista dos objetos que eu lembro de ter visto na minha primeira saída de campo com o grupo de Nevoeiro (lista, blog):
- Pequena Nuvem de Magalhães
- Grande Nuvem de Magalhães
- Andrômeda
- Nebulosa do Caranguejo
- Nebulosa de Órion
- Omega Centauri
- Saco de Carvão
- Caixa de Jóias
- Aglomerado do Presépio
- Via Láctea
- Saturno (com seus anéis alinhados com a Terra)
- Vênus (em uma de suas fases)
- Plêiades
- Eta Carinae
Além disso pudemos ver a passagem de vários satélites artificiais e meteoros que cruzaram das 3:00h até o amanhecer. Foi a primeira vez que vi boa parte destes objetos e fiquei impressionado com a beleza de Eta Carinae e com a grandiosidade das Nuvens de Magalhães.
Foi uma aula e tanto e desde que voltei estou folheando e lendo um livro de astronomia. Sem falar que o cheiro de bosta de vaca limpa o pulmão de qualquer piá de prédio como eu.
Exoplanetas fotografados
Pela primeira vez o telescópio Hubble conseguiu fotografar um exoplaneta orbitando uma estrela. O planeta em questão, ainda sem nome, orbita a estrela mais brilhante da constelação de Piscis Austrinus, Fomalhaut. A foto é impressionante e eu fico imaginando como deve ser divertido o trabalho das pessoas que analisam estas imagens:
Como se isto já não bastasse, o Observatório Gemini conseguiu uma fotografia ainda mais impressionante: dois planetas orbitando a estrela HR 8799, da constelação de Pegasus! E apesar da fotografia mostrar apenas dois, sabemos que existem três planetas a orbitar esta estrela:
Uma informação interessante divulgada pelo Bad Astronomy é que os planetas fotografados na constelação de Pegasus são bem “novos”, possuem cerca de 60 milhões de anos e, por isso, ainda brilham. Já o planeta fotografado pelo Hubble possui cerca de 200 milhões de anos e apenas reflete a luz emitida pela estrela Formalhaut.
Claro que, antes destas fotografias, nós já éramos capazes de constatar a presença de planetas fora do nosso sistema solar. Mas estas constatações eram feitas através de técnicas indiretas, como a ocultação de uma estrela. É bom lembrar também que um exoplaneta já tinha sido fotografado anteriormente, mas ele orbitava uma anã marrom, que também são conhecidas como estrelas fracassadas. As fotografias tiradas pelo Hubble e pelo Gemini são as primeiras que mostram planetas orbitando estrelas normais, como o nosso Sol. Como disse o Phil Plait, “elas são História“.
No site do observatório Gemini também podemos achar mapas que ajudam a encontrar a estrela HR 8799 a olho nú ou com binóculo. Quem estiver em Curitiba e quiser tentar, Pegasus estará visível ao norte a partir 00:15h.
Contra uma Linguagem Sexista
Há alguns anos, quando eu participava de um coletivo de jornalismo independente, tínhamos a preocupação de usar, sempre que possível, uma linguagem inclusiva: ao escrever um texto nós evitávamos escrever para pessoas de um determinado gênero. Assumíamos que nossos leitores poderiam ser de qualquer gênero (feminino ou masculino) e, por isso, não poderíamos excluir ou privilegiar um determinado gênero.
Anos depois, já afastado do coletivo (por vontade própria e por falta de tempo), eu tropeço no mesmo assunto. Só que desta vez foi no terceiro capítulo de Read Me First!, um livro sobre escrita técnica editado pela Sun Technical Publications.
A seção, intitulada Avoid Sexist Language, traz a seguinte dica:
In many cultures, language has developed so that “men” often refers to “men and women”, and “he”, “him” and “his” are regarded as gender-neutral words. In decades past, this sentence might have been perfectly acceptable:
Ask your system administrator for his advice.
Today, this usage of “he” and “his” is far less acceptable. These pronouns assume too much about the gender of an individual. Writers who defend the use of such pronouns must contemplate the following: Many readers could interpret a writer’s intentions negatively and could consciously or subconsciously reject the work.
Mas nem sempre é fácil. No coletivo usávamos uma grafia bem menos formal para escrever um texto. Era comum trocar a vogal que definia o gênero de um nome por um símbolo como @ ou underline, deixando a interpretação do gênero para quem estava lendo o artigo. Assim, em vez de escrever garoto (ou garota), escrevíamos garot@, garot_, garotx, etc.
Deixando de lado toda a discussão sobre a estética de um texto onde algumas letras são substituídas por símbolos de arroba, posso dizer que esta forma servia bem para os propósitos dos textos, que eram vinculados na internet e sem nenhum compromisso corporativo ou acadêmico.
Na mesma época eu já trabalhava na Revista do Linux (R.I.P.) e fazia o possível para evitar direcionar um artigo a “um administrador de sistemas”, “um programador” ou “um usuário”.
Infelizmente, nossa língua é bastante dependente de gênero e, mesmo quando eu tentava generalizar, acabava optando pelo gênero masculino: “administradores”, “usuários”, “programadores”.
No português brasileiro, por convenção, usamos o plural masculino como uma forma “neutra”. Mas eu fico sempre na dúvida sobre esta neutralidade. Eu ainda não sei, e também não sei se alguém sabe (urgh!), como esta regra foi definida. Porque se foi definida “socialmente”, pode ser que tenha sido definida com base em valores antigos, em uma época onde só o homem ocupava determinadas posições na sociedade.
Por outro lado, eu detesto ter que repetir alguns substantivos nos dois gêneros (”os usuários e as usuárias”, por exemplo) e acho a forma “usuários(as)” tão feia quanto “usuári@s”.
Para ter uma idéia do que estou falando, no inglês eu resolveria o exemplo do livro apenas removendo o adjetivo possessivo (Ask your system administrator for his advice). Já esta mesma frase, em português, daria mais trabalho para ser “consertada”. Eu provavelmente acabaria cedendo ao gênero masculino e faria alguma administradora de sistema bufar de raiva ou cansaço.
Enfim, eu não sou lingüista e nem estudo Letras, então não sei o quanto disso é besteira e, em caso negativo, o quanto é solucionável. Para mim, a preocupação parece pertinente. Principalmente a dica de não tentar assumir mais do que devemos sobre as pessoas que vão ler os nossos textos.
Holga - 120mm
Das 12 fotos, gostei de duas. E ainda não descobri o que fazer para que o laboratório não corte o vignette. Desta vez até pedi para escreverem no envelope: manter as bordas queimadas. Mas não adiantou. Por ora, desisto.
Um pouco mais de Dona Holga
Parece que hoje finalmente entenderam o que eu estou fazendo com a Holga e filmes de 35mm. Ao chegar na Ticcolor e explicar que eu tinha um filme com fotos “anormais” para digitalização, o funcionário de pronto falou: ah, são fotos de 120mm! Quase enfartei de felicidade.
A princípio a técnica achou que não conseguiria digitalizar as fotos, já que pedi para manter o máximo possível da área de cada uma, mas no fim acabou dando certo. Peguei os resultados menos de 6 horas depois de deixar os negativos na loja.
Postei as que mais gostei no Flickr: http://flickr.com/photos/felipemiguel. Agora é hora de dar folga para os filmes de 35mm e tentar novamente com os de 120mm. Desta vez serão Fujicolor Superia CN120 (ASA 100, coloridos).
Nota de apoio aos tabagistas
Depois da Lei Seca, o Brasil tem uma nova polêmica envolvendo hábitos, vícios e legislação. O projeto de lei proposto pelo governador José Serra, que visa proibir o fumo em ambientes fechados, tem gerado boas discussões por todo o país. Até o presidente da nossa república, Luís Inácio “Lula” da Silva, já tomou uma posição.

Nicotiana obtusifolia
Pois bem, ao contrário do presidente, eu apóio o projeto de lei. E ao contrário de muitos que apóiam o projeto de lei, eu não acho o fim do mundo ver as pessoas fumando. Apesar de eu não fumar, não comer carne e ter cara de nerd, eu também sou bastante descolado, moderninho e prafrentex.
Além disso, muitos países hoje já possuem este tipo de lei. Em uma era globalizada, onde as viagens internacionais são tão acessíveis, vale a pena aprender alguns truques para que você possa manter o hábito em dia, mesmo sob as mais diversas dificuldades.
Por isso resolvi escrever este post para você, amigo(a) tabagista que pode acabar sendo afetado(a) por este projeto de lei.
Sendo assim:
Dicas para o Consumo de Tabaco
ou
Como Não Ficar Deprimido em Pubs Arejados
ou
Tabagismo: Superando Desafios
Sociabilidade: Pior que um fumante incômodo, só mesmo um fumante emburrado e mal-humorado por não poder fumar. Quando a lei entrar em vigor (se entrar), não deixe de sair com seus amigos só porque você não vai mais poder fumar um cigarrinho dentro de bares e restaurantes. Saia, converse, divirta-se e, se der vontade de fumar, peça licença e vá até a rua.
Fume em frente ao bar/restaurante e, quando terminar, volte. Esta também pode ser uma situação agradável para você conhecer melhor aquele funcionário que sempre te recebe na porta do bar ou o flanelinha que cuida tão bem do carro dos clientes.
Além disso, é muito provável que você encontre outros fumantes na mesma situação que você. Vocês poderão conversar e criar laços de amizade. Já pensou nisso? Você ter um grupo de amigos onde todos são fumantes? Vocês podem entrar no bar, beber uma cervejinha e, na hora de fumar, saírem todos juntos para o culto ao tabaco. Depois de fumar, voltarão todos juntos para o bar. Não será preciso nem mesmo interromper a conversa!
Diversidade: Da mesma forma que você troca a marca do cigarro quando o seu preferido está em falta, você pode diversificar a forma de consumir tabaco. Charutos, cachimbos, cigarrilhas, fumo de corda. São inúmeras opções, repletas de diferentes blends e sabores para satisfazer o seu vício. Porém, 90% das maneiras disponíveis para o consumo do tabaco possuem algo em comum, a grande causadora de brigas e intrigas entre os fumantes e os não-fumantes: a famigerada fumaça!
A fumaça não só atrapalha e enche o saco, ela também faz mal e causa danos à saúde daqueles que não fumam e que estão perto de você, além de infestar o ambiente e as pessoas com o característico odor dos produtos tabagistas. A dica para contornar esta situação é usar o famoso dipping tobacco, muito popular no cinema americano, principalmente em filmes com jogadores de baseball, cowboys e outros durões.
Claro que a praticidade de satisfazer o seu vício e não incomodar tem um preço. A forma como o tabaco fica dentro da boca pode causar uma penalidade nos seus pontos de beleza. Além disso, este produto causa uma salivação excessiva e, por isso, você sentirá a necessidade de cuspir com frequência, o que causa uma penalidade nos seus pontos de carisma.

Dipping Tobacco
Jogo de cintura: Você é o único fumante da sua família? Mal pode acender um cigarro que as reclamações já começam? Eu imagino que essas situações sejam muito aborrecedoras, mas infelizmente eu não poderei ajudar muito aqui. O meu principal conselho é que você fume na janela ou fora de casa.
Se estiver sozinho em casa, aproveite e fume bastante. Mas não esqueça dos mandamentos básicos para a convivência feliz com não-fumantes:
- O estado do cinzeiro reflete a alma do fumante. Um cinzeiro sujo indica um fumante desleixado. Portanto, deixe o cinzeiro da sua casa sempre limpo. Isto evitará aborrecimentos com a sua família.
- Mesmo que a sua família permita que você fume em casa, dois cômodos devem ser sagrados: o banheiro e a cozinha. Nada de fumar no banheiro. Você estará infestando o recinto com o cheiro do seu cigarro e o próximo a usá-lo sofrerá bastante com isso. Para passar o tempo lá dentro, leve uma revista.
- O mesmo vale para a cozinha. Não fume na cozinha. Tabagismo e o preparo de alimentos não combinam. Além do mais, uma pessoa com um paladar tão requintado como você não vai querer alterar o sabor dos alimentos ou do seu cigarro com odores tão distintos, não é mesmo?
- Use desodorizadores de ambiente. Existem muitos produtos disponíveis para amenizar o cheiro de tabaco dentro de casa. Procure no mercado ou na tabacaria mais próxima.
Cantadas: Eu posso imaginar quantas vezes você não passou a noite em boa companhia, tudo por causa de uma conversa que começou com um singelo “tem brasa?”. Bom, você ainda pode usar este artifício para se aproximar de pessoas desconhecidas, mas como você sabe, em breve esta cantada poderá ficar restrita aos ambientes abertos.
Mas não se desespere, tenho certeza que a sua criatividade não lhe deixará na mão. E se tiver dificuldade, procure na internet. Se duvidar tem até comunidade no Orkut sobre as cantadas mais eficazes.
Consumo consciente: Caso você faça parte daqueles consumidores que não gostam de colaborar com empresas mau-caráter, você está em maus lençóis. A indústria tabagista é mestre em trapaças. Ela consegue vender produtos que causam um mal danado como se fosse algo fantástico e indispensável para a vida de galãs e femmes fatales.
Também são famosas as fotos de testes em animais financiados pela indústria tabagista e houve um período em que estas empresas financiavam esportes (lembra do Senna?) e filmes, tudo com o objetivo de vender cada vez mais.
Boicotar a indústria tabagista seria a solução. Mas como eu disse, eu não estou aqui para te desestimular. Um consumo consciente de tabaco é um pouco difícil, mas não impossível.
Lembra dos cigarros de palha que o seu avô fazia? Pois bem, hoje eles estão um pouco mais modernos. Um casal de amigos que voltou recentemente da europa me contou que em Londres é muito comum os jovens comprarem um kit com papel, fumo e filtro e montar o próprio cigarro. É mais barato e menos nocivo.
Mas se você quiser mesmo ficar livre de empresas grandes e famosas e maléficas, não tem outra saída: compre fumo de corda, papel para cigarro e parta para os velhos “palheiros” do vovô.
Aprontando com a Holga
Finalmente comecei a produzir alguma coisa com a Holga 120N que a Cibele trouxe dos EUA para mim. As primeiras fotos que tirei foram com filme Ilford HP5+ 400, mas não gostei muito da impressão que o laboratório fez. Eles tiraram o vignetting de todas as fotos:
Outra experiência boa foi adaptar a câmera para usar um filme de 35mm, já que por padrão ela suporta apenas 120mm. Como podem ver, o processo é uma gambiarra que envolve pedaços de espuma, elásticos e fita isolante:

Holga com Filme de 35mm
É um pouco trabalhoso ficar contando o número certo de cliques para avançar cada pose, mas acho que o resultado final compensa:
Publiquei mais fotos destes dois filmes no Flickr.









