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	<title>Felipe Arruda &#187; Hobbies</title>
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	<description>Astronomia, literatura, viagens e outros hobbies e interesses</description>
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		<title>Holga 120N e filme P&amp;B ISO 200</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 03:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Holga 120N]]></category>

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		<description><![CDATA[No álbum acima você encontra as 12 poses do filme de 120 mm, ISO 200, que usei com a Holga 120N durante o mês de setembro. Não há nada que se aproveite realmente, mas pode servir de referência para saber &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2011/10/holga-120n-e-filme-pb-iso-200/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed type="application/x-shockwave-flash" src="https://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="600" height="400" flashvars="host=picasaweb.google.com&#038;captions=1&#038;hl=pt_BR&#038;feat=flashalbum&#038;RGB=0x000000&#038;feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Ffelipemiguel%2Falbumid%2F5659470777627895473%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></p>
<p>No <a href="https://picasaweb.google.com/felipemiguel/HolgaSet2011?authuser=0&amp;feat=directlink" target="_blank">álbum</a> acima você encontra as 12 poses do filme de 120 mm, ISO 200, que usei com a Holga 120N durante o mês de setembro. Não há nada que se aproveite realmente, mas pode servir de referência para saber como se parecem as fotos tiradas com essa câmera. O triste mesmo continua sendo a hora de pagar: revelação, copião e digitalização custaram quase R$ 40.</p>
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		<title>Light Graffiti</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2010/07/light-graffiti/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 02:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[graffiti]]></category>
		<category><![CDATA[light graffiti]]></category>

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		<description><![CDATA[Brincar com longa exposição e luz não é novidade. Picasso já fazia isso bem antes da técnica ganhar o nome de light graffiti. O que no fundo não importa muito. O legal mesmo é pegar as câmeras e as luzes &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2010/07/light-graffiti/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brincar com longa exposição e luz não é novidade. Picasso já <a href="http://www.life.com/image/50695728/in-gallery/24871">fazia isso</a> bem antes da técnica ganhar o nome de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Light_painting">light graffiti</a>. O que no fundo não importa muito. O legal mesmo é pegar as câmeras e as luzes que você tiver por perto e tentar rabiscar o ar. Vale display de celular, ponteiros laser, lanternas, brinquedos do Paraguay, etc. Esses dias o <a href="http://twitter.com/julianolf">Juliano</a> e eu tentamos algumas:<br />
<center></p>
<table>
<tr>
<td>
<table style="width:194px;">
<tr>
<td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left"><a href="http://picasaweb.google.com/felipemiguel/LightGraffiti?feat=embedwebsite"><img src="http://lh4.ggpht.com/_pOINl2QVpCA/TEzl7CUAokE/AAAAAAAABW0/K9lJb-glrwc/s160-c/LightGraffiti.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"><a href="http://picasaweb.google.com/felipemiguel/LightGraffiti?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;">Light graffiti</a></td>
</tr>
</table>
</td>
<td>
<table style="width:194px;">
<tr>
<td align="center" style="height:194px;background:url(http://picasaweb.google.com/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left"><a href="http://picasaweb.google.com/felipemiguel/LightGraffiti2?feat=embedwebsite"><img src="http://lh6.ggpht.com/_pOINl2QVpCA/TE9vnM9jPyE/AAAAAAAABZs/6dVfNpeRuAU/s160-c/LightGraffiti2.jpg" width="160" height="160" style="margin:1px 0 0 4px;"></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:center;font-family:arial,sans-serif;font-size:11px"><a href="http://picasaweb.google.com/felipemiguel/LightGraffiti2?feat=embedwebsite" style="color:#4D4D4D;font-weight:bold;text-decoration:none;">Light graffiti 2</a></td>
</tr>
</table>
</td>
</tr>
</table>
<p></center></p>
<p>Agora preciso de mais objetos luminosos e coloridos. E de uma câmera que permita mais de 15 segundos de exposição.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Leituras de 2009</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2009/12/leituras-de-2009/</link>
		<comments>http://www.felipearruda.com/blog/2009/12/leituras-de-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 15:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Lista com um pequeno comentário sobre os livros que li este ano: De Pernas pro Ar – Eduardo Galeano (ISBN: 8525408336): O livro reúne diversos textos que demonstram que vivemos em um mundo aos avessos, onde empresas que fabricam minas terrestres &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/12/leituras-de-2009/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lista com um pequeno comentário sobre os livros que li este ano:</p>
<p><strong>De Pernas pro Ar – Eduardo Galeano</strong> (ISBN: <a href="http://reinehr.org/literatura/nanoresenhas-canalhas/eduardo-galeano-de-pernas-pro-ar-a-escola-do-mundo-ao-avesso-2">8525408336</a>): O livro reúne diversos textos que demonstram que vivemos em um mundo aos avessos, onde empresas que fabricam minas terrestres para guerras também lucram horrores com o desarmamento das próprias minas e ditadores continuam com cargos altos e respeitáveis mesmo depois de depostos. Gostei do cuidado que o autor teve de listar, ao final de cada capítulo, a bibliografia consultada para escrevê-lo. Um ponto negativo? O Galeano parece meio implicante com videogames.</p>
<p><strong>Preconceito Lingüístico – Marcos Bagno</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?hl=pt-PT&amp;q=9788515018895&amp;btnG=Pesquisar+livros">9788515018895</a>): Li este livro na faculdade, em 2002, eu acho. Guardei meu xerox do livro por muito tempo, até que finalmente comprei esta 49ª edição e reli. Muito recomendado, principalmente se você é um desses policiais da “boa fala” e do português “correto”.</p>
<p><strong>The Catcher in the Rye – J. D. Salinger</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?hl=pt-PT&amp;q=9780316769488&amp;btnG=Pesquisar+livros">9780316769488</a>): Favorito de Washington Olivetto (rá!) e testemunha de um dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_David_Chapman">assassinatos</a> mais famosos da história. Desdenhei um pouco o livro depois de lê-lo, achei <em>overrated</em>. Hoje gosto mais. Não é provocador como eu pensava, mas é muito bem escrito. Se quiser experimentar o estilo do Salinger antes, sugiro a leitura do conto <a href="http://www.freeweb.hu/tchl/salinger/perfectday.html">A Perfect Day for the Bananafish</a>.</p>
<p><strong>Os Cus de Judas – António Lobo Antunes</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?hl=pt-PT&amp;q=9788560281053&amp;btnG=Pesquisar+livros">9788560281053</a>): As memórias de um médico português na guerra de independência de Angola. Narrativa fragmentada, não linear e que mistura as memórias da guerra com as lembranças da infância e da juventude. Foi a melhor mesa da <a href="http://www.logorreia.com.br/?p=123">FLIP</a> deste ano.</p>
<p><strong>O Senhor Walser – Gonçalo M. Tavares</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=iRqBpna22bgC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=senhor+walser&amp;hl=pt-PT">9788577340910</a>): Eu confesso: li este sem comprar, dentro de uma livraria, enquanto tomava café. Não foi uma boa experiência. O Gonçalo Tavares é um dos grandes escritores portugueses desta época. O Saramago já disse que tem até vontade de surrar o rapaz pela audácia dele escrever tão bem aos trinta anos. Esta série, chamada de O Bairro, é composta por livros-personagens ilustres, como o senhor Walser, o senhor Kraus, o senhor Calvino, o senhor Brecht e outros. Preciso voltar a este cara mais tarde.</p>
<p><strong>Hamlet – William Shakespeare</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=7pYvAgAACAAJ&amp;dq=9788525406118&amp;hl=pt-PT">9788525406118</a>): O livro indispensável desta lista. A tradução do Millôr Fernandes, publicada pela L&amp;PM, é muito boa e barata. Li comparando com o original, disponível em abundância na internet. Não perca tempo e leia logo. Assista também a adaptação feita pelo Teat(r)o Oficina, disponível em DVD: <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/04/ler-ou-nao-ler/">5 horas de gozo</a>.</p>
<p><strong>A Megera Domada – William Shakespeare</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=g9LfAAAACAAJ&amp;dq=9788525408822&amp;hl=pt-BR">9788525408822</a>): Li no embalo, logo depois de Hamlet. Gostei muito também e não posso parar de ler Shakespeare. O meu problema foi uma novela da Globo, que infectou a minha cabeça com a imagem do Eduardo Moscovis como Petrúquio.</p>
<p><strong>As Criadas – Jean Genet</strong> (sem ISBN): O Caio deu risada quando me viu com este livro. Disse que a vida do Genet era feita só de <em>keywords</em> que me chamavam a atenção. Não discordo. A leitura também teve um gosto especial por ser da <a href="http://www.deriva.com.br/deriva/">Deriva</a>, uma editora independente e, acho que posso dizer, anarquista. Quero muito ler <em>Diário de um Ladrão</em>.</p>
<p><strong>Os Versos Satânicos – Salman Rushdie</strong> (ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=4YecAAAACAAJ&amp;hl=pt-BR">9788535912876</a>): Esqueça a polêmica da fatwa. Esqueça que o livro provoca o islamismo, mas não esqueça da história do islamismo antes de começar a ler. Se você conhecer um pouco sobre a história de Maomé, aproveitará muito mais a leitura. O que eu quero dizer é que este livro deve ser lido pelos seus méritos literários e não pelo rebuliço que causou. Principalmente porque o livro é uma boa conversa sobre a condição do imigrante. Para ajudar a decifrar as referências culturais à índia e ao Islã, consulte o <a href="http://www.wsu.edu/~brians/anglophone/satanic_verses/">Notes on Salman Rushdie: The Satanic Verses</a>. O autor do site, Paul Brians, me contou que levou cinco anos para coletar todas elas.</p>
<p><strong>Um Retrato do Artista Quando Jovem – James Joyce</strong> (ISBN: <a href="http://viciadosemlivros.blogspot.com/2008/04/lanamento-digital-source-james-joyce.html">8500013788</a> e <a href="http://books.google.com/books?id=RzCUqx4W_9MC&amp;hl=pt-BR">9780142437346</a>): Obra prima. Este livro está até agora remoendo na minha cabeça. Não vejo a hora de poder relê-lo. Romance autobiográfico onde Joyce recria o seu trajeto de criança, em um ambiente carregado de dogmas religiosos e políticos, até a fase adulta, onde se torna um artista de pensamento independente. Li uma edição nacional antiga comparando-a com o texto original, em inglês.</p>
<p><strong>Contos Irlandeses do Início do Século XX – Luci Collin e Guilherme Silveira</strong> (ISBN: <a href="http://www.travessadoseditores.com.br/index.php?tras=secao.php&amp;area=10&amp;id=85">9788589485715</a>): Este livro é organizado pela professora Luci Collin, da UFPR, que também comandou o <a href="http://www.logorreia.com.br/?p=94">Bloomsday</a> deste ano. Os contistas desta compilação se dividem em dois grupos, os que abordam o passado e a mitologia da Irlanda e os que abordam a Irlanda contemporânea. Tem Briam Stoker, Joyce, Lady Gregory, Yeats e outros. Li depois de Um Retrato do Artista Quando Jovem, pra ver se ganho o background mínimo para aproveitar a leitura de Ulisses.</p>
<p><strong>On the Road – Jack Kerouac </strong>(ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=zJltPgAACAAJ&amp;dq=isbn:9788525413208&amp;lr=&amp;as_drrb_is=q&amp;as_minm_is=0&amp;as_miny_is=&amp;as_maxm_is=0&amp;as_maxy_is=&amp;as_brr=0&amp;hl=pt-PT">9788525413208</a>): Tudo aquilo que H. Caulfield não fez, está aqui. Uma aventura de verdade e que possivelmente deprimiu muitos leitores e leitoras que precisaram voltar ao trabalho e à família depois da última página.</p>
<p><strong>O Cavaleiro Inexistente – Italo Calvino </strong>(ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=kqUAPwAACAAJ&amp;dq=isbn:9788535906790&amp;lr=&amp;as_drrb_is=q&amp;as_minm_is=0&amp;as_miny_is=&amp;as_maxm_is=0&amp;as_maxy_is=&amp;as_brr=0&amp;hl=pt-PT&amp;source=gbs_book_other_versions_r&amp;cad=3">9788535906790</a>): Simplesmente genial. Uma armadura vazia que se convence que é um homem e adquire vida. Um cavaleiro tão perfeito, que não existe. O <a href="http://ossurtado.blogspot.com/">Ivan</a> me contou em uma <a href="http://www.solardorosario.com.br/websolar/Cursos_Info.aspx?codigo_area=5">aula</a> que este livro forma uma trilogia junto com O Barão nas Árvores e O Visconde Partido ao Meio. Já coloquei os outros dois na minha <em>wish list</em>.</p>
<p><strong>James Joyce – Edna O’Brien </strong>(ISBN: <a href="http://books.google.com/books?id=PatEPgAACAAJ&amp;dq=8573022604&amp;hl=pt-PT">8573022604</a>): Mais um livro que li como preparação para a leitura de Ulisses. Apesar de boa parte desta biografia estar em Um Retrato do Artista Quando Jovem — a palmatória, a descoberta da sexualidade, o conflito entre a religião e o pensamento livre, o declínio financeiro da família, o desejo de exílio — o livro compensa por contar outros momentos da vida de Joyce, principalmente as histórias sobre a publicação de Dublinenses e Ulisses e as boas almas que acreditaram no gênio e aguentaram a ranhetice do autor: Srta. Weaver e Srta. Beach.</p>
<p><strong>Haroun e o Mar de Histórias – Salman Rushdie </strong>(ISBN:<a href="http://books.google.com/books?id=zFSXAAAACAAJ&amp;dq=haroun+mar+de+histórias&amp;hl=pt-PT">8585391049</a>): Rashid, que vivia de contar histórias em comícios, certo dia perde o dom da palavra. Uma fábula infanto-juvenil com conteúdo para adultos, no melhor estilo de Alice no País das Maravilhas. É possível traçar um paralelo deste livro com fatwa declarada contra o autor por causa d’Os Versos Satânicos.</p>
<p><strong>Flores – Mario Bellatin </strong>(ISBN: <a href="http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11321/Flores.aspx">9788575038116</a>): Pequenos contos que juntos formam uma história sobre experiências genéticas e deformações. Eu li Flores por um motivo que o próprio Bellatin detestaria: interesse no autor. Ele é tão contra a valorização do autor sobre a obra, que já chegou até a apresentar uma palestra sobre um escritor japonês que nunca existiu. Para a surpresa do autor, o público comprou as lorotas e até se interessou pela obra do escritor fictício. Em uma outra ocasião, Bellatin irritou o público ao organizar um congresso na França sobre literatura mexicana. Não levou nenhum grande nome ao evento. Ao invés disso, preparou pessoas anônimas para se apresentassem no congresso no lugar dos autores.</p>
<p><strong>O Indiferente e o Fim do Ciúme – Marcel Proust </strong>(ISBN:<a href="http://books.google.com/books?id=hByJGQAACAAJ&amp;hl=pt-BR"> 8586270067</a>): Livro pequeno e muito bom. Foi uma das melhores leituras do ano. O Indiferente é uma novela que deveria constar em Os Prazeres e os Dias, primeira obra publicada de Proust. O autor resolveu tirá-la do livro e publicá-la em uma revista obscura chamada La Vie Contemporaine. A novela foi “redescoberta” em 1978. O Fim do Ciúme é considerada como uma das novelas mais profundas de Os Prazeres e os Dias e, neste “livrinho”, o texto ganha uma nova tradução para o português.</p>
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		<title>Omã, futebol e filatelia</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 03:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns anos eu resolvi colecionar selos. A empolgação não durou muito tempo, mas serviu para eu descobrir que filatelia ou numismática ensinam História por tabela. Uma vez comprei na feira do Largo da Ordem um pacote com 150 selos &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/11/oma-futebol-e-filatelia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos eu resolvi colecionar selos. A empolgação não durou muito tempo, mas serviu para eu descobrir que filatelia ou numismática ensinam História por tabela.</p>
<p>Uma vez comprei na feira do Largo da Ordem um pacote com 150 selos de &#8220;países árabes&#8221;. Voltei pra casa extasiado. Espalhei todos os selos na mesa e descobri que eram todos de um único país do qual eu nunca tinha ouvido falar: Dhufar.</p>
<p>Hoje a seleção brasileira marcou dois gols contra o time de Omã. A pergunta que eu mais ouvi foi &#8220;onde diabos fica Omã?&#8221;. Eu chutei que ficava perto da Líbia, e não poderia ter errado mais. Omã faz fronteira com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Iêmen.</p>
<p>Por causa deste jogo eu lembrei de novo dos selos: eles não valem nada. Na verdade nem são considerados selos, propriamente dito. São <em>bogus</em>, <em><a href="http://www.danstopicals.com/dhufar.htm">cinderelas</a></em>. Estampas que se parecem com selos, mas que não são. A história é um pouco confusa e está incompleta no <a href="http://www.oman.org/phil85.htm">único site</a> com informações de verdade sobre o assunto, mas vou me arriscar a fazer um resumo mesmo assim.</p>
<p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="selos" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/11/selos-300x158.jpg" alt="selos" width="300" height="158" /></p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dhofar">Dhufar</a> — ظفار, em árabe — é uma das principais regiões do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Omã">Sultanato de Omã</a> (سلطانة عمان). A província fica no sul do país e tem traços culturais diferentes do resto do sultanato. Nesta região, por exemplo, há línguas que não são faladas nas outras regiões de Omã.</p>
<p>Durante o reinado do sultão Sa&#8217;id bin Taimur (1932 &#8211; 1970), Dhufar era administrada como uma espécie de propriedade particular do sultão, que preferia Dhufar à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Masqat">Mascate</a>. Ele até chegou a morar em Salalah, a capital da província, no fim dos anos 50.</p>
<p>Por estas diferenças culturais e por ser uma região privilegiada pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Khareef">Khareef</a>, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monção">monção</a> que ocorre em Dhufar entre os meses de junho à setembro, a província sempre foi explorada. Alguns habitantes da região, por não falarem árabe, também tinham mais restrições que o restante da população do país. Esta situação levou à criação da Dhufar Liberation Front (DLF), um movimento separatista formado por jovens comunistas em 1965. A DLF foi derrotado depois de uma tentativa de assassinato promovida contra o sultão Taimur em 1966.</p>
<p>Em 1968 a DLF começa a receber ajuda do Iêmen e, em um congresso,  surge um novo movimento separatista, o <a style="text-decoration: underline; color: #002bb8; background-image: none; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: initial; background-position: initial initial;" title="Popular Front for the Liberation of the Occupied Arabian Gulf" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Popular_Front_for_the_Liberation_of_the_Occupied_Arabian_Gulf">Popular Front for the Liberation of the Occupied Arabian Gulf</a> (PFLOAG). O PFLOAG foi apoiado pela China e pela Rússia, com fornecimento de armas e treinamento militar. As armas eram enviadas pela China para a PFLOAG através de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aden">Aden</a>, com a permissão do govermo do Iêmen. Com isso já dá pra deduzir a fórmula: separatistas + armamento = confusão das bravas.</p>
<p>Enquanto o exército do sultão tinha armas velhas da Segunda Guerra, a PFLOAG e o DLF tinham armas modernas, como AK-47. Para acalorar ainda mais a situação, outro movimento revolucionário surge em Omã, mas desta vez ao norte: a National Democratic Front for the Liberation of Oman and the Arabian Gulf<strong> </strong>(NDFLOAG).</p>
<p>Em 23 de julho de 1970 o sultão Said bin Taimur foi deposto e exilado em Londres, sendo substituído pelo seu filho Qaboos bin Said Al Said, que reina até hoje como sultão de Omã. É neste momento, com o sultão deposto e uma possível vitória dos movimentos separatistas, que a confusão dos selos começa.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imame">imã</a> deposto, que gerenciava a cidade de Mascate durante o reinado de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taimur_bin_Faisal">Taimur bin Faisal</a>, antes do reinado de <a style="text-decoration: none; color: #5a3696; background-image: none; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: initial; background-position: initial initial;" title="Said bin Taimur" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Said_bin_Taimur">Said bin Taimur</a>, resolveu apoiar os rebeldes separatistas, como uma tentativa frustrada de voltar ao poder. Frustrada porque os rebeldes nunca tiveram simpatia pelo imã. Eles eram contra o imã tanto quanto eram contra o sultão.</p>
<p>Mas neste meio tempo, um libanês esperto chamado Youssef Salim Tadros, que era amigo do imã e responsável pela impressão de selos de Omã até então, percebeu a situação otimista da rebelião, resolveu sair na frente e fazer selos para Dhufar, o país que estava sendo criado. Não se sabe se ele chegou a consultar o imã ou algum outro líder exilado antes de tomar esta posição, mas para ele pouco importava. Com tantas notícias sobre a guerra em Omã circulando pelo mundo, ficaria fácil fazer os selos serem aceitos por filatelistas como provenientes das regiões ocupadas. A comunidade internacional, como sempre sabendo pouco sobre os problemas deste canto do mundo, não perceberia que os seguidores do Imã exilado e a PFLOAG eram entidades completamente diferentes.</p>
<p>Entretanto, com o apoio da Inglaterra, os rebeldes foram derrotados e o sultanato de Omã acabou sendo restabelecido e reconhecido pelos outros países árabes. Com este reconhecimento, Omã pôde fazer parte, em 1971, da União Postal Árabe, da União Postal Universal, da Liga dos Estados Árabes e das Nações Unidas. Os planos de separação de Dhufar tinham falhado, e com a ascensão de Omã à União Postal Árabe, os selos impressos por Tadros já não tinham mais validade.</p>
<p>Por alguma razão misteriosa, Damasco ainda aceitou os selos de Tadros até junho de 1972, o que permitiu que o espertalhão permanecesse no negócio por mais um tempo. Especula-se que tenha sido pelos bons contatos que Tadros deveria ter enquanto fornecia selos oficiais para vários países árabes e a tradição do governo sírio de abrigar diversos líderes de oposição do Oriente Médio.</p>
<p>Hoje estes <em>selos</em> não valem nada. Você pode comprar eles pela internet a um preço ridículo, já que eles nunca tiveram o status oficial de selo postal.</p>
<p>Se por um lado eu acho legal ter selos de uma tentativa frustrada de golpe, por outro eu reconheço que eles não devem valer mais do que um selo criado por mim, por exemplo, para algum país da minha imaginação. Ninguém nunca vai considerar minha criação como comprovante de pagamento de serviços postais.</p>
<p>Mas não posso negar que estes selos serviram para que eu fosse atrás de um pedacinho da história de Omã, o país que não conseguiu vencer o Brasil, mas que segundo o locutor do jogo, abriga muitos trabalhadores brasileiros.</p>
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		<title>Paraty &#8211; julho/2009</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 22:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
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		<category><![CDATA[FLIP 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2007, quando fui para a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), eu estava saindo de férias com dinheiro de sobra para o roteiro Curitiba-Santos-Paraty-Rio de Janeiro-São Paulo-Curitiba. Fui de carro com os amigos, ficamos em uma pousada pomposa e &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/08/paraty-julho2009/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2007, quando fui para a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), eu estava saindo de férias com dinheiro de sobra para o roteiro Curitiba-Santos-Paraty-Rio de Janeiro-São Paulo-Curitiba. Fui de carro com os amigos, ficamos em uma pousada pomposa e etc. Este ano eu estava com pouco dinheiro e sem companhia, mas fui mesmo assim.</p>
<p>A princípio eu ficaria em um camping. Emprestei barraca, colchão inflável, mochila de sei lá quantos litros e levei uma lanterna. Pela primeira vez eu fui viajar sozinho e a primeira coisa que aprendi é que <em>viajar sozinho </em>não existe. Fiz amizades em todos os momentos da viagem, claro que algumas temporárias.</p>
<p>Na descida de São Paulo para Paraty conheci um gaúcho que fazia aquele trajeto todo ano. Ele trabalha na FLIP e, depois da festa, vai caminhando até Aparecida do Norte, por devoção. Ele me contou que faz o trajeto todo a pé, em três dias. A parte bacana é que ele estava considerando adotar isto como forma de turismo. A próxima meta dele é descer a pé de Diamantina até Paraty, fazendo assim todo o caminho de extração de diamante e ouro que os portugueses faziam durante a colonização.</p>
<p>Ao desembarcar resolvi dar uma olhada nos preços de albergues, para ver se custava muito mais do que a estadia no camping. Enquanto eu andava pelas ruas de mochila escutei alguém dizendo &#8220;Hello! Hello! Looking for hostel?&#8221;. Respondi que sim e em bom português. Ele me mostrou um quarto para duas pessoas no albergue dele, mas eu achei caro. Disse que queria um quarto coletivo por causa do preço. Daí ele me levou até o albergue Casa da Aventura.</p>
<p>O custo de dez dias no albergue seria o dobro do que eu gastaria no camping, mas mesmo assim aceitei. Paraty estava cheia de poças d&#8217;água e eu não quis pegar chuva na minha primeira experiência em um camping. Traí o movimento e resolvi partir para a minha primeira experiência em um albergue. Acho que fiz uma boa escolha. Até agora sinto falta do festival de sotaques que eu ouvia todo dia: pernambucano, paulista, carioca, mineiro, brasiliense, francês, inglês, australiano, peruano.</p>
<p><center><div id="attachment_416" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/felipemiguel/3728462092/"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3728462092_c8842973cf.jpg" alt="Paraty sem FLIP, ainda calma" title="Paraty sem FLIP, ainda calma" width="500" height="177" class="size-full wp-image-416" /></a><p class="wp-caption-text">Paraty sem FLIP, ainda calma</p></div></center></p>
<p>Desta vez eu também cheguei três dias antes da FLIP e saí um dia depois dela. Em um dos dias antes da feira eu fiz um passeio de jeep, para conhecer algumas coisas que eu não tinha visto em 2007. O jeep tour sai por volta das 10h da manhã e retorna à cidade às 16h ou 17h. São seis os pontos de parada:</p>
<ul>
<li><strong>Cachoeira da Pedra Branca</strong> &#8211; uma cachoeira que fica em uma propriedade particular e onde funcionava uma hidrelétrica. Se você gosta de água gelada, leve traje de banho.<P><CENTER><div id="attachment_410" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-medium wp-image-410" title="Cachoeira da Pedra Branca" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/01072009566-225x300.jpg" alt="Cachoeira da Pedra Branca" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira da Pedra Branca</p></div></CENTER></li>
<li><strong>Poço dos Ingleses</strong> &#8211; um rio bonito e com muitas árvores em volta. Em uma das margens tem um barranco e na beira do barranco uma árvore com uma corda amarrada em um dos galhos. O pessoal costuma balançar na corda e se jogar na parte mais tranquila do rio, o tal poço. Parece divertido, mas não pulei. Não levei calção de banho.<P><CENTER><br />
<div id="attachment_411" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-411" title="Poço dos Ingleses" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/01072009579-300x225.jpg" alt="Poço dos Ingleses" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Poço dos Ingleses</p></div></CENTER></li>
<li><strong>Fazenda Murycana</strong> &#8211; <a href="http://www.paraty.com.br/murycana/">propriedade do século XVII</a> que, antigamente, era conhecida como Três Fazendas. Lá tem um engenho onde é possível experimentar cachaça envelhecida há doze anos em carvalho. Tem cachaça com maracujá, abóbora, melado e outros sabores. Foi o meu primeiro gole de pinga. Achei bom. Na fazenda também tem muitos objetos do século XVII e um restaurante, onde o grupo do jeep tour costuma almoçar durante o passeio.</li>
<li><strong>Cachoeira do Tobogã</strong> &#8211; pra quem gosta de água, este é muito legal. Uma cachoeira com água que desliza por cima de uma pedra grande, lisa e íngrime, formando um tobogã natural. Em uma certa época do ano tem até competição de surfe na pedra neste local, apesar da placa na entrada que não recomenda que as pessoas escorreguem em pé, para evitar acidentes. Veja o vídeo abaixo para ter uma noção. Pertinho da cachoeira tem também a Igreja de Nossa Senhora da Penha.<P><center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/MM_d66mRmjw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/MM_d66mRmjw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></center></li>
<li><strong>Alambique</strong> &#8211; como perdemos muito tempo na fazenda, tivemos que pular esta parada.</li>
<li><strong>Exposição de orquídeas e bromélias</strong> &#8211; uma floricultura com uma área grande de cultivo de orquídeas e bromélias. Eu não gostei muito. Como minha mãe já teve uma floricultura, eu já conhecia boa parte das plantas de lá. Mas o resto do grupo parece ter gostado, em especial quatro senhoras de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mendoza_(Argentina)">Mendonza</a> pra lá de divertidas.</li>
</ul>
<p>É possível visitar todos esses pontos sem pegar o jeep tour, mas alguns ficam um pouco distantes da cidade e você terá que pegar estrada de terra para chegar até eles. Os mais preparados fisicamente podem alugar uma bicicleta na cidade e fazer o trajeto pedalando. O passei a cavalo também leva os turistas até esses pontos.</p>
<p>Na Fazenda Murycana eu percebi que mais uma vez os pássaros me avisaram que eu estava longe de casa. Desta vez foram o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tiê-sangue">tiê-sangue</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saíra-sete-cores">Saíra-sete-cores</a> que roubaram a cena. São dois pássaros muito bonitos, de cores fortes e que eu ainda não conhecia. Foi i mpossível não lembrar do <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2008/11/luanda-parte-5/">peito-celeste</a>.</p>
<p>No albergue também conheci um cara que trabalhava como estátua viva em frente à Igreja de Santa Rita. Vestido de escravo ele contava alguns fatos históricos sobre aquela região e também fazia sucesso com as estrangeiras, que adorava tirar fotos com ele. Acho que o nome dele era Anderson, não me lembro.</p>
<p><center><div id="attachment_414" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/felipemiguel/3728462224/"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/3728462224_da8fbee3eb.jpg" alt="Estátua viva" title="Estátua viva" width="500" height="175" class="size-full wp-image-414" /></a><p class="wp-caption-text">Estátua viva</p></div></center></p>
<p>O resto da viagem eu dediquei à <a href="http://www.logorreia.com.br/?p=123">FLIP</a> e à <a href="http://www.logorreia.com.br/?p=144">OFF-FLIP</a>. O resumo das discussões e mesas que assiti estão no <a href="http://logorreia.com.br">Logorréia</a>. Para quem pretende ir à FLIP de 2010 sem gastar muito e ainda não conhece Paraty, aqui vão algumas dicas:</p>
<p><strong>Onde ficar:</strong></p>
<ul>
<li>Albergue <a href="http://www.casadaaventura.com.br/">Casa da Aventura</a>. Pessoal legal, café da manhã bom (R$5) e diárias a R$25. O preço muda durante a FLIP. Fica perto da rodoviária e a uma quadra do centro histórico.</li>
<li>O camping do Pontal cobrava R$18 por dia durante a FLIP, sem lembro bem.</li>
</ul>
<p><strong>Onde comer:</strong></p>
<ul>
<li>Sabor da Terra, na avenida principal, que vai até o centro histórico, é barato. Buffet por quilo. Meu prato com um refrigerante custava menos de 15 reais.</li>
<li>Grão da Terra. Restaurante vegetariano, na mesma avenida. Se não me engano fica numa galeria chamada Gibran. Almoço com suco sai por média de 20 reais. Um pouco caro, mas se precisar de um almoço gostoso, vale a pena. Também servem cafés, salgados e sucos.</li>
<li>Sorveterapia. Não é muito barato, mas pela qualidade é a melhor opção de sorvete em Paraty. Sem gordura hidrogenada, sem corantes e também possui opções sem lactose. Se quiser economizar, evite as sorveterias do centro histórico. Apesar de boas, são caras.</li>
<li>Tem uma lanchonete em frente à Sorveterapia que serve salgados, queijo-quente, sucos e refris. Embora tenha poucas opções vegetarianas, é muito barato.</li>
<li>Caminhe pela Avenida Roberto da Silveira, aquela que vai até o começo do centro histórico. Lá tem muitas opções baratas de alimentação e também tem lugares que servem açaí e cupuaçu na tigela, com banana e granola. Nesta rua também tem mercearias, quitandas e, perto da rodoviária, tem um supermercado. Se quiser economizar ainda mais, pode comprar comida no mercado e preparar no albergue. Só lembre de lavar a louça e limpar a cozinha depois que terminar.</li>
</ul>
<p><strong>Internet:</strong></p>
<ul>
<li>O albergue tem <em>wi-fi</em>. Eu descolei a senha com uma francesa, mas se você pedir na recepção eles te informam.</li>
<li>Se for usar Lan House, recomendo a <em>Dog Fighter</em>. As outras que usei eram tão ruins que nem vale a pena citá-las.</li>
</ul>
<p><strong>Passeios:</strong></p>
<ul>
<li>O pessoal do albergue tem parceria com uma empresa de turismo. Recomendo que comprem os passeios com eles. Tem um passeio de escuna que parece muito procurado. Custa R$30, serve frutas e café, tem música ao vivo e faz paradas em quatro ilhas/praias. Eles servem almoço à bordo por cerca de R$20, mas você também pode levar um lanche/almoço, caso não queiram gastar ou prefira garantir sua dieta. Tem outras opções de passeios, como o de jeep que citei anteriormente.</li>
<li>Trindade. Por 3 reais vocês pegam ônibus ou van para Trindade. O lugar tem praias muito bonitas, com montanhas em volta. De preferência pegue um dia bem ensolarado e com céu aberto. Conversem com o pessoal do albergue sobre o que ver em Trindade, eles têm boas dicas.</li>
</ul>
<p><strong>Noite:</strong></p>
<ul>
<li>Tenha na mochila sempre um casaquinho ou suéter, porque esfria um pouco quando começa a anoitecer. Pelo menos em julho.</li>
<li>Dinho&#8217;s Bar é uma lugar bacana e barato e durante a FLIP tem sempre programações legais, como saraus e lançamentos de livros.</li>
</ul>
<p><strong>Atrações turísticas no centro histórico:</strong></p>
<ul>
<li>Igrejas antigas, construídas entre os séculos XVI e XVII. Algumas funcionam como museu de arte sacra, como a de Santa Rita. Se não quiser pagar dois reais para visitar uma igreja, espere o horário da missa para visitá-la.</li>
<li>Biblioteca municipal com fotos de escravos e documentos da época da fundação da cidade</li>
<li>Praça da Matriz</li>
<li>Cais (em frente à biblioteca e perto da Igreja de Santa Rita)</li>
<li>Note os símbolos maçônicos nas fachadas das casas do centro histórico.</li>
<li>Olhe pra cima. Algumas plantas nascem nos telhados das casas do centro histórico.</li>
</ul>
<p>E a <strong>regra geral</strong>: Pesquise o máximo que puder o preço de alguma coisa antes de comprar e evite comprar o que não for necessário ou exclusivo<br />
de Paraty. Os preços aumentam de acordo com a proximidade da Praça da Matriz.</p>
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		<title>De novo, a Lua</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 22:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[Lua]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei em casa mais cedo, desci com o telescópio e tirei algumas fotos da Lua com os equipamentos que tenho em mãos. Usei o método afocal com uma Nikon Coolpix L1 e um newtoniano de 200mm. Basicamente isso siginifica que &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/06/de-novo-a-lua/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei em casa mais cedo, desci com o telescópio e tirei algumas fotos da Lua com os equipamentos que tenho em mãos.</p>
<p>Usei o método afocal com uma Nikon Coolpix L1 e um <a href="http://nevoeiro.org/blog/?attachment_id=66">newtoniano de 200mm</a>. Basicamente isso siginifica que encostei a lente da câmera na ocular e tirei fotos. Para melhorar um pouco as imagens, habilitei o modo macro e coloquei a compensação de exposição em -2, por causa do brilho forte da Lua. </p>
<p>Estas duas primeiras fotos eu tirei usando uma ocular de 32mm. Clique nas fotos para vê-las em uma resolução maior:</p>
<p><center><div id="attachment_373" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1258.jpg"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1258-300x225.jpg" alt="Lua em fase crescente (Waxing Gibbous)" title="Lua em fase crescente (Waxing Gibbous)" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-373" /></a><p class="wp-caption-text">Lua em fase crescente (Waxing Gibbous)</p></div></center></p>
<p><center><div id="attachment_374" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1259.jpg"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1259-300x225.jpg" alt="Teste: modo macro e zoom (ocular de 32mm)" title="Teste: modo macro e zoom (ocular de 32mm)" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-374" /></a><p class="wp-caption-text">Teste: modo macro e zoom (ocular de 32mm)</p></div></center></p>
<p>Esta, mais aproximada, foi tirada através de uma ocular de 9.5mm:</p>
<p><center><div id="attachment_375" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1268.jpg"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dscn1268-300x225.jpg" alt="Copernicus" title="Copernicus" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-375" /></a><p class="wp-caption-text">Copernicus</p></div></center></p>
<p>Agora estou tentando <a href="http://www.flickr.com/photos/felipemiguel/3590634452/">identificar</a> todas as crateras e mares que aparecem nas fotografias.</p>
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		<title>DIY: Óculos 3-D</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 04:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bla]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[DIY]]></category>
		<category><![CDATA[FVM]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias encasquetei que queria ter um par de óculos 3-D, daqueles antigos e que parecem ter saído de um clip do Devo. Fui atrás de folhas de acetato translúcidas nas cores vermelho e ciano, mas não encontrei. Comprei papel &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/diy-oculos-3-d/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias encasquetei que queria ter um par de óculos 3-D, daqueles antigos e que parecem ter saído de um clip do Devo. Fui atrás de folhas de acetato translúcidas nas cores vermelho e ciano, mas não encontrei. Comprei papel celofane azul e vermelho, mas o resultado foi péssimo: a tinta usada para colorir o celofane prejudicava a nitidez da imagem.</p>
<p>Hoje, na sala de trabalho, encontro duas caixinhas de Tic Tac em cima do meu teclado: uma vermelha e uma azul. Era um desses insights do <a href="http://helllabs.org/blog/">Claudio</a> que sempre dão certo. Na hora já carregamos uma imagem <a href="http://www.geocities.com/prof_lunazzi/Estereoscopia/estere.htm">anaglífica</a> no Flickr, seguramos as caixinhas na frente dos nossos olhos e comprovamos que realmente funcionava.</p>
<p><center><div id="attachment_361" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/embalagens.jpg"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/embalagens-300x216.jpg" alt="Lixo não, lentes!" title="Lixo não, lentes!" width="300" height="216" class="size-medium wp-image-361" /></a><p class="wp-caption-text">Lixo não, lentes!</p></div></center></p>
<p>Sendo assim, aqui está um modelo caseiro de óculos 3-D, feito com cartolina e embalagens vazias de Tic Tac nos sabores Extra Forte e Cereja Extra Mint. O tom das <em>lentes</em> não é exatamente igual ao utilizado nos óculos comercializados (você encontra no Mercado Livre 4 unidades por R$10 + frete), mas é próximo o suficiente para causar a sensação de profundidade das imagens 3-D:</p>
<p><center><div id="attachment_362" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/oculos.jpg"><img src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/oculos-300x159.jpg" alt="Claro que o seu ficará mais bonito!" title="Claro que o seu ficará mais bonito!" width="300" height="159" class="size-medium wp-image-362" /></a><p class="wp-caption-text">Claro que o seu ficará mais bonito!</p></div></center></p>
<p>Depois de construir o seu, é só fazer algumas buscas na internet (<em>anaglyph</em>, <em>3d</em>, etc.) e brincar com o conteúdo disponível. Eu recomendo a visualização deste <a href="http://www.vimeo.com/958935">vídeo</a> e desta <a href="http://www.flickr.com/photos/15693951@N00/2183878070/">foto</a>. Importante: lembre-se de posicionar a <em>lente</em> azul para o olho direito. </p>
<p>As embalagens vazias usadas para este modelo foram gentilmente cedidas pelo Claudio e pelo Santiago que, sabe-se lá por qual motivo, não jogam fora depois de comerem todas as balinhas.</p>
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		<item>
		<title>Fotografias da STS-125</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/sts-125/</link>
		<comments>http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/sts-125/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 May 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atlantis]]></category>
		<category><![CDATA[Huble]]></category>
		<category><![CDATA[Sol]]></category>

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		<description><![CDATA[O Bad Astronomy postou hoje sobre as fotos que o astrofotógrafo Thierry Legault tirou do Sol: As silhuetas que vimos na foto acima são nada mais do que o ônibus espacial Atlantis e o telescópio Hubble durante a STS-125! Na &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/sts-125/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://blogs.discovermagazine.com/badastronomy/2009/05/15/check-this-out-amazing-photo-of-the-sun/">Bad Astronomy postou hoje</a> sobre as fotos que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Astrophotography">astrofotógrafo</a> <a href="http://www.astrosurf.com/legault/">Thierry Legault</a> tirou do Sol:</p>
<p><center><div id="attachment_348" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.flickr.com/photos/nasahqphoto/3531350583/in/set-72157617823159021/"><img class="size-full wp-image-348" title="Sol, Atlantis e Hubble" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/sol-atlantis-hubble.jpg" alt="Sol, Atlantis e Hubble" width="480" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Sol, Atlantis e Hubble</p></div></center></p>
<p>As silhuetas que vimos na foto acima são nada mais do que o ônibus espacial Atlantis e o telescópio Hubble durante a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/STS-125">STS-125</a>!</p>
<p>Na foto a seguir, podemos ver Atlantis transitando em frente ao sol antes de &#8220;apanhar&#8221; o Hubble:</p>
<p><center><div id="attachment_349" class="wp-caption aligncenter" style="width: 498px"><a href="http://www.flickr.com/photos/nasahqphoto/3531410425/in/set-72157617823159021/"><img class="size-full wp-image-349" title="STS-125 Atlantis Solar Transit" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/sol-atlantis.jpg" alt="STS-125 Atlantis Solar Transit" width="488" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">STS-125 Atlantis Solar Transit</p></div></center></p>
<p>Para tirar estas fotos, Theirry usou um telescópio de 13cm e uma câmera capaz de tirar 16 fotos com tempo de exposição de 1/8000. Sensacional!</p>
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		<title>Puzzle de Lewis Carroll</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/lewis-carroll/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 02:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[lewis carroll]]></category>
		<category><![CDATA[puzzle]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje parece ser o dia. O Neto e eu estávamos na Saraiva, tomando refrigerante e folheando um livro com a obra completa de Lewis Carrol, quando topo com este poema/puzzle e fico encasquetado: PUZZLE (To Mary, Ina, and Harriet or &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/05/lewis-carroll/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje parece ser o dia. O <a href="http://www.nivaldoarruda.com.br/">Neto</a> e eu estávamos na <a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/">Saraiva</a>, tomando refrigerante e folheando um <a href="http://books.livingsocial.com/books/33016-lewis-carroll-the-complete-works-of-lewis-carroll?ref=search-title">livro</a> com a obra completa de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lewis_carroll">Lewis Carrol</a>, quando topo com este poema/<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Puzzle">puzzle</a> e fico encasquetado:</p>
<blockquote><p>PUZZLE<br />
(To Mary, Ina, and Harriet or “Hartie” Watson.)</p>
<p>WHEN .a.y and I.a told .a..ie they’d seen a<br />
Small ..ea.u.e with .i&#8230;, dressed in crimson and blue,<br />
.a..ie cried “’Twas a .ai.y! Why, I.a and .a.y,<br />
I should have been happy if I had been you!&#8221;</p>
<p>Said .a.y “You wouldn’t.” Said I.a “You shouldn’t -<br />
Since <em>you</em> can’t be <em>us</em>, and <em>we</em> couldn’t be <em>you</em>.<br />
You are <em>one</em>, my dear .a..ie, but <em>we</em> are a .a..y,<br />
And a.i&#8230;e.i. tells us that <em>one</em> isn’t <em>two</em>.&#8221;
</p></blockquote>
<p>Logo de cara o Neto matou as três primeiras palavras:  <em>.a.y</em>, <em>I.a</em> e <em>.a..ie</em> são <em>Mary</em>, <em>Ina</em> e <em>Hartie</em>, as pessoas para quem Carroll está dedicando o quebra-cabeça. Depois de ler e reler várias vezes, eu pensei que talvez as próximas palavras sejam <em>creature</em>, <em>wings</em> e <em>fairy</em> (para <em>..ea.u.e</em>, <em>.i&#8230;</em> e <em>.ai.y</em>). Mas o resto simplesmente não sai. Já pesquisei no Google e, sinceramente, não sei se existe uma solução. Talvez a graça esteja em ter &#8220;variáveis&#8221; no meio do poema.</p>
<p>Alguém sabe se este puzzle tem resposta? Ou então, alguém se arrisca a terminar de solucioná-lo?</p>
<p><strong>UPDATE:</strong> Achei a solução. Se você não conseguiu resolver sozinho e quer dar uma espiada na resposta, ela está <a href="http://books.google.com/books?id=z_81oZGIRPQC&#038;pg=PA49&#038;lpg=PA49&#038;dq=lewis+carroll+creature+wings+fairy+puzzle+mary+ina+hartie&#038;source=bl&#038;ots=e79kueDExu&#038;sig=G6R_MIVvHkyYxOZk-RMTPJDEWtQ&#038;hl=pt-PT&#038;ei=wTYKSumfHIzglQfulOHcCw&#038;sa=X&#038;oi=book_result&#038;ct=result&#038;resnum=1">aqui</a>. Mas antes, vale a pena se esforçar. Faltaram só duas palavras na nossa tentativa. :-)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ler ou não ler?</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2009/04/ler-ou-nao-ler/</link>
		<comments>http://www.felipearruda.com/blog/2009/04/ler-ou-nao-ler/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 17:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hobbies]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns dois meses, comprei um DVD com uma encenação de Hamlet pelo Teatro Oficina. A sinopse dizia que esta versão do Zé Celso, &#8220;embalada por bossa-nova, batuque, samba e rock&#8221;, não tinha perdido &#8220;a força dramática&#8221;, mas sim colocado &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/04/ler-ou-nao-ler/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns dois meses, comprei um <a href="http://dvdworld.com.br/dvdworld.hts?+TR31027+acha">DVD</a> com uma encenação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hamlet">Hamlet</a> pelo <a href="http://www.teatroficina.com.br/">Teatro Oficina</a>. A sinopse dizia que esta versão do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Celso_Martinez_Corr%C3%AAa">Zé Celso</a>, &#8220;embalada por bossa-nova, batuque, samba e rock&#8221;, não tinha perdido &#8220;a força dramática&#8221;, mas sim colocado em evidência a &#8220;contemporaneidade do texto e intensidade do tema&#8221;.</p>
<p>Eu nunca tinha lido Shakespeare. Não sei ao certo a razão, mas desconfio que seja por causa dessa aura de erudição que atribuem a ele, como se a sua obra fosse intocável, difícil de ler. Mas eu tinha comprado este DVD, o material parecia bom e, na minha cabeça analítica, eu precisava ler antes a peça para poder compreender melhor as &#8220;experimentações&#8221; que o Teatro Oficina tinha feito. Comprei então a edição de Hamlet publicada pela <a href="http://www.lpm.com.br">L&amp;PM</a>, traduzida por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mill%C3%B4r_Fernandes">Millôr Fernandes</a> e que custa dez reais em qualquer livraria ou banca de revista.</p>
<p>Comecei a ler meio desconfiado e, algumas páginas depois, eu já estava rindo, adorando a leitura. No começo cheguei até a desconfiar da tradução do Millôr, pensando que o tom humorístico do texto era culpa da tradução. Conferi com o original e gostei mais ainda da tradução. Hamlet é trágico, mas nem por isso é aborrecido. E tem seus momentos de humor, sim!</p>
<p>Li Hamlet rapidinho e, no outro dia, já comprei <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_megera_domada">A Megera Domada</a> (The Taming of the Shrew), também traduzido pelo Millôr. Desta vez eu tive um pequeno problema: graças ao uso da peça em uma novela da Rede Globo, o Petrúquio aparecia para mim com a cara do Eduardo Moscovis. Mesmo assim, foi recompensador ler Shakespeare de novo.</p>
<p>É claro que existe profundidade na obra de Shakespeare. Existem diversos trabalhos acadêmicos que provam isso, alguns até explorando a personalidade e a sanidade de alguns personagens, como pude constatar no <a href="http://publicoeprivado.wordpress.com/2009/04/08/programacao-do-abril-de-shakespeare/">Abril de Shakespeare</a>. Mas as peças de Shakespeare também servem para aqueles que procuram apenas entretenimento, afinal, ele escrevia suas peças para o povo.</p>
<p><center><br />
<div id="attachment_323" class="wp-caption aligncenter" style="width: 448px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem2.png"><img class="size-full wp-image-323" title="Zé Celso no Extra do DVD" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem2.png" alt="Zé Celso no Extra do DVD" width="438" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Zé Celso no Extra do DVD</p></div></center></p>
<p>Depois, fui fisgado pelos Sonetos. A culpa foi do La République des Livres, que publicou <a href="http://passouline.blog.lemonde.fr/2009/04/11/shakespeare-amoureux/">um artigo</a> sobre a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakespeare%27s_sonnets#Dedication_to_Mr._W.H.">dedicatória misteriosa</a> que a obra traz. Li alguns dos sonetos online, novamente comparando traduções e o texto original, e depois cheguei a listar todos as obras do bardo que eu espero ler. Mas antes de prosseguir com as leituras, eu precisava encarar <a href="http://www.teatroficina.com.br/plays/4">Ham-Let</a>, a montagem em DVD que eu havia comprado.</p>
<p>Aproveitei uma manhã de sábado e comecei a assistir o primeiro disco. A primeira impressão positiva que eu tive foi da disposição do palco e da platéia, tudo meio misturado, sem aquela separação arcaica de público e espetáculo. A peça também começa com um prelúdio, incluindo o nascimento performático do príncipe, como se estivessem passando um filme em <em>fast forward</em> até o ponto da primeira cena do livro, onde os guardas avistam, pela primeira vez, o fantasma do rei assassinado.</p>
<p><center><br />
<div id="attachment_321" class="wp-caption aligncenter" style="width: 450px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem1.png"><img class="size-full wp-image-321" title="Marcelo Drummond como o Príncipe Hamlet" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem1.png" alt="Marcelo Drummond como o Príncipe Hamlet" width="440" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Drummond como o Príncipe Hamlet</p></div></center></p>
<p>A segunda impressão positiva foi a mistura de elementos pop e contemporâneos, como rock, blues, projeção de vídeo e legendas, personagem com a cara do Sílvio Santos e algumas descontextualizações. Além disso, a peça não tem pudores e está cheia de nudez, homoerotismo e até masturbação, tudo com o devido close durante as filmagens. Outra surpresa que eu não esperava encontrar era o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pascoal_da_concei%C3%A7%C3%A3o">Pascoal da Conceição</a>, o Dr. Abobrinha do Castelo Rá-tim-bum, interpretando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%B3nio_(Hamlet)">Polônio</a>, o pai de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Of%C3%A9lia_(personagem)">Ofélia</a>.</p>
<p>Depois de 1:58h, a primeira parte acabou. Quando coloquei o segundo disco, minha cabeça explodiu: ainda restavam mais <span style="font-family: Helvetica-Bold,sans-serif;"><strong>três</strong></span> horas de filme! Ham-Let é uma peça com <span style="font-family: Helvetica-Bold,sans-serif;"><strong>cinco</strong></span> horas de duração! Tive que esperar uma semana para ter tempo livre e poder assistir o segundo disco. Valeu cada segundo, valeu cada centavo dos R$ 29,90 que paguei no DVD.</p>
<p><center><br />
<div id="attachment_322" class="wp-caption aligncenter" style="width: 451px"><a href="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem4.png"><img class="size-full wp-image-322" title="Ofélia (Camila Mota) e Polônio (Pascoal da Conceição)" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/imagem4.png" alt="Ofélia (Camila Mota) e Polônio (Pascoal da Conceição)" width="441" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Ofélia (Camila Mota) e Polônio (Pascoal da Conceição)</p></div></center></p>
<p>Além da peça, o primeiro disco traz dois extras que não perdi tempo em assistir: uma entrevista com Zé Celso, passeando com o elenco pelas ruas de São Paulo com direito a vinho e bexigas verdes, e um documentário sobre a trajetória do Teatro Oficina, com depoimentos de Zé Celso, Marcelo Drummond e Camila Mota. Por causa desses extras, li <a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&amp;cd_verbete=456">O Rei da Vela</a>.</p>
<p>Com um DVD, dois pocket books, uma palestra e a internet, eu aprendi e confirmei que:</p>
<ol>
<li>Nunca devemos nos curvar diante da &#8220;elitização&#8221; de uma determinada obra ou autor, principalmente no teatro;</li>
<li>Precisamos ignorar nossos preconceitos quando o assunto for arte. Experimentar primeiro, reclamar depois;</li>
<li>Nunca é tarde para &#8220;descobrir&#8221; o Teatro Oficina. O Oficina é um patrimônio, ou um anti-patrimônio, muito valioso;</li>
<li>A sensação de descoberta e de estranhamento ao ler um livro, é impagável;</li>
<li>Uma coisa leva à outra;</li>
<li>Ler Shakespeare é sensacional!</li>
</ol>
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