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	<title>Felipe Arruda &#187; Contos</title>
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	<description>Astronomia, literatura, viagens e outros hobbies e interesses</description>
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		<title>Algumas leituras de 2010 &#8211; parte II</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2010/12/algumas-leituras-de-2010-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 17:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Como prometido no post anterior, continuo a segunda parte das leituras deste ano. (Des)Orientando-me Orientalismo é o trabalho mais conhecido do intelectual palestino Edward W. Said, que infelizmente faleceu em 2003. Foi uma das melhores leituras de 2010 e é &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2010/12/algumas-leituras-de-2010-parte-ii/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como prometido no <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2010/12/algumas-leituras-de-2010-parte-i/" target="_blank">post anterior</a>, continuo a segunda parte das <a href="http://www.felipearruda.com/blog/leituras/leituras2010/" target="_blank">leituras deste ano</a>.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>(Des)Orientando-me</strong></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong><img class="alignright" style="margin: 2px; border: 0px initial initial;" title="Orientalismo, de Edward W. Said" src="http://felipearruda.com/orientalismo.jpg" alt="" />Orientalismo</strong> é o trabalho mais conhecido do intelectual palestino Edward W. Said, que infelizmente faleceu em 2003. Foi uma das melhores leituras de 2010 e é um livro que precisarei reler. O subtítulo já diz muito: o oriente como invenção do ocidente. Já no prefácio o autor enfatiza que “nem o termo “Oriente” nem o conceito de “Ocidente” têm estabilidade ontológica; ambos são constituídos de esforço humano — parte afirmação, parte identificação do Outro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Said segue analisando textos de orientalistas europeus do século XVIII aos dias de hoje, mostrando como países europeus moldaram os países orientais de acordo com os seus interesses e preconceitos, muitas vezes sem nem mesmo ter conhecimento sobre a língua estrangeira ou dar atenção ao que os próprios “orientais” falavam.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="margin: 2px; border: 0px initial initial;" title="Cultura e Resistência" src="http://felipearruda.com/edsaid.jpg" alt="" />Li também <strong>Cultura e Resistência</strong>, uma série de entrevistas de Edward W. Said ao jornalista David Barsamian, do <a href="http://www.alternativeradio.org/" target="_blank">Alternativa Radio</a>. As entrevistas falam muito sobre a situação da Palestina, desde o fracassado Acordo de Oslo até o pós-11/9. Outros assuntos também são abordados, como os discutidos em Orientalismo e o papel da cultura em relação à resistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade esse livro faz parte de uma coleção que teve três volumes lançados aqui no Brasil. Além desse, também é possível encontrar em sebos um volume com entrevistas do escritor paquistanês Tariq Ali e outro com o grande Noam Chomsky.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Viagem à Palestina</strong> completa esta seção. Em 2002 uma delegação do Parlamento Internacional dos Escritores viajou para a Palestina com o intuito de visitar o poeta Mahmoud Darwish, que não podia deixar a sua terra natal. Entre eles estava o prêmio nobel José Saramago, que causou uma espécie de incômodo diplomático logo no começo da viagem.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="385" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/u-HXm_cx-LU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="385" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/u-HXm_cx-LU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Essa viagem rendeu um documentário muito bacana, chamado <strong><a href="http://electronicintifada.net/v2/article2835.shtml" target="_blank">Writers on the borders</a></strong>, e esse livro, com textos de membros da delegação, como Bei Dao, Breyten Breytenbach, Christian Salmon, Wole Soyinka e outros. O livro termina com uma mensagem de Jacques Derrida e Hélène Cixous. Leitura muitíssimo recomendada!</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>U, S and A</strong></h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="David Foster Wallace" src="http://felipearruda.com/dfw.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">David Foster Wallace. Por enquanto, o único livro do autor que ganhou uma versão brasileira foi <strong>Breves Entrevistas com Homens Hediondos</strong>. Mas alguns meses atrás soube que mais duas traduções estão em andamento. Mal posso esperar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ano passado o livro foi adaptado para o cinema pelo John Krasinski, o Jim, de The Office. É bacana ver alguns personagens ganhando vida na tela, mas achei o filme um tanto decepcionante. Talvez eu estivesse com expectativas muito altas. O trailer está no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=URCMDgdKMWk" target="_blank">YouTube</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro é espetacular. Tem contos curtos, como <em>Uma história radicalmente condensada da vida pós-industrial</em>, e contos longos com notas de rodapé que invadem mais da metade da página e te deixam tão desorientado quanto <em>A pessoa deprimida</em>, narradora do texto. Sem falar das “breves entrevistas”, que abordam relacionamentos, práticas sexuais, conflitos familiares e outros assuntos da vida dos entrevistados.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, tenho até medo de tentar escrever qualquer coisa sobre o grande gênio literário dos últimos tempos. Compre ou empreste o livro, leia e descubra a quantidade de metaliteratura e trechos enciclopédicos que você consegue tolerar em um texto. O meu limite foi Octeto, 12º conto do livro. Mas isso significa apenas que sofri, não que desgostei.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="Cthulhu (via http://www.alanbaxteronline.com/)" src="http://felipearruda.com/cthulhu.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em escritores cultuados, eu passei tempo demais ignorando H.P. Lovecraft. Então aproveitei uma promoção da Editora Hedra e comprei O chamado de Cthulhu e outros contos. Gostei muito. Há muito tempo não lia livros de terror, ficção científica ou fantasia, então Lovecraft foi uma espécie de quebra de jejum. E depois de ler é possível perceber porque o grande deus alienígena é tão cultuado internet e mundo afora.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://logorreia.com.br/cummings-campos.jpg"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="Original e tradução" src="http://felipearruda.com/cummings-campos.jpg" alt="" width="619" height="314" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nas minhas andanças pela Biblioteca Pública do Paraná também encontrei <strong>40 POEM(A)S</strong>, e. e. cummings traduzido por ninguém menos do que augusto de campos, tudo em minúsculo, como manda a capa do livro. Eu ainda não tinha lido cummings e simplesmente pirei quando o fiz. Cheguei até a importunar meus amigos com emails falando sobre os poemas. Várias vezes.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Genuinamente brasileiro</strong></h2>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="Meu destino é ser onça" src="http://felipearruda.com/mussa.jpg" alt="" />Eu não sei quanto a você, mas o que eu aprendi sobre os índios brasileiros na escola foi ridículo. Acho que por isso gostei tanto de <strong>Meu Destino é Ser Onça</strong>. Nesse livro, Alberto Mussa tenta reconstruir um mito tupinambá de acordo com anotações feitas por europeus durante o período de colonização do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é um texto que conta desde a criação do mundo e dos homens até o “apocalipse”. Para ficar melhor ainda, o livro também traz a tradução de todos os fragmentos consultados por Mussa e uma explicação de quais fontes foram ou não levadas em conta durante a reconstrução.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu diria que esse livro deveria ser em sala de aula, para resgatar um pouco da cultura indígena e lembrar de onde viemos, já que 99,9% dos brasileiros tem um pouco de sangue indígena, de acordo com o prefácio do livro.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>De origem controlada</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Conheci <strong>Viagem à Roda do Meu Quarto</strong> em uma semana de Letras na UFPR, e quando encontrei o livro em um sebo, logo comprei. O autor, Xavier de Maistre, foi uma das influências de Machado de Assis, que cita o francês em Memórias Póstumas de Brás Cubas.</p>
<p style="text-align: justify;">O romance de Xavier de Maistre foi publicado em 1794 e traz o relato de uma viagem de 42 dias feita pelo autor sem sair do próprio quarto, onde está cumprindo pena de prisão domiciliar. No livro também está Expedição Noturna à Roda do Meu Quarto, continuação publicada 31 anos depois.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 0px initial initial;" title="Jean Genet" src="http://felipearruda.com/genet.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto dos franceses, mas especialmente de Jean Genet. Li <strong>Diário de um Ladrão</strong> no começo do ano, e pôrra, que livro! Romance autobiográfico do escritor que completaria <a href="http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=4848" target="_blank">100 anos em 2010</a>. Está tudo ali: a vida como mendigo nas ruas, os piolhos compartilhados com os namorados, as traições, roubos e outras artimanhas que Genet usou antes de se tornar um dos grandes nomes da França.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro que li na mesma época foi Quase a Mesma Coisa, um livro sobre tradução escrito por Umberto Eco. Nele Eco analisa diversas traduções, incluindo as dos próprios livros. Muito bacana ver a relação que ele mantém com os tradutores dos livros dele. Muito indicado para quem se interessa pelo assunto.</p>
<h1 style="text-align: center;"><strong>· · · · ·</strong></h1>
<p style="text-align: justify;">E chega! Por enquanto é só! 2010 acaba hoje, à meia-noite. Portanto, feliz ano novo!</p>
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		<title>E assim DFW me conquistou de vez</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 02:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu já tinha sido fisgado nos dois primeiros contos de Breves Entrevistas com Homens Hediondos, pensando no trabalho do tradutor para respeitar uma pontuação incomum, gírias, metanarrativas e estripulias com a língua inglesa. Até agora me pergunto qual é a palavra &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2009/01/e-assim-dfw-me-conquistou-de-vez/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><div id="attachment_252" class="wp-caption aligncenter" style="width: 206px"><img class="size-medium wp-image-252" title="David Foster Wallace" src="http://www.felipearruda.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/dfw-1-196x300.jpg" alt="David Foster Wallace" width="196" height="300" /><p class="wp-caption-text">David Foster Wallace</p></div></center></p>
<p>Eu já tinha sido fisgado nos dois primeiros contos de <em><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/20anos/titulos_especificos.php3?cd=11215">Breves Entrevistas com Homens Hediondos</a></em>,<em> </em>pensando no trabalho do tradutor para respeitar uma pontuação incomum, gírias, metanarrativas e estripulias com a língua inglesa. Até agora me pergunto qual é a palavra no texto original usado para &#8220;LAN HONETE&#8221;, assim mesmo, com o H faltando, no conto <em>Para sempre em cima</em> (<em>Forever overhead</em>).</p>
<p>Mas foi logo no começo do terceiro conto que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Foster_Wallace">David Foster Wallace</a> me fisgou de vez. Quando percebi eu estava rindo alto e à toa num ponto de ônibus lotado de gente:</p>
<blockquote><p>B.E. no 14 08-96</p>
<p>St. Davids PA</p>
<p>&#8220;Me custa todas as relações sexuais que eu já tive. Não sei por que eu faço isso. Não sou uma pessoa política, não me considero. Não sou daqueles tipo América em Primeiro Lugar, leio o jornal, será que Buchanan vai pegar o pessoal que abaixar a cabeça. Estou lá fazendo com uma menina, não importa quem. É quando eu começo a gozar. Que acontece. Não sou democrata. Eu nem voto. Uma vez pirei por causa disso e telefonei para um programa de rádio, um médico no rádio, anônimo, e ele diagnosticou como gritos descontrolados de palavras ou frases involuntárias, frequentemente ofensivas ou escatológicas, que é coprolalia é o termo oficial. Só que quando eu começo a gozar e sempre começo a gritar isso aí não é ofensivo, não é obsceno, é sempre a mesma coisa, e é sempre muito estranho, mas não acho que seja ofensivo. Acho só que é estranho. E incontrolável. Sai do mesmo jeito que sai a porra, a sensação é essa. Não sei o que é isso e não posso fazer nada.&#8221;</p>
<p>P.<br />
&#8220;&#8216;Vitória para as Forças da Liberdade Democrática!&#8217; Só que muito mais alto. Berrando mesmo. Incontrolável. Não estou nem pensando nisso e de repente escuto. &#8216;Vitória para as Forças da Liberdade Democrática!&#8217; Só que mais alto que isso: VITÓRIA&#8230;&#8217;&#8221;</p>
<p>P.<br />
&#8220;Bom, deixa elas piradas, o que você acha? E eu quase morro de vergonha. Nunca sei o que dizer. O que você diria se gritasse &#8216;Vitória para as Forças da Liberdade Democrática!&#8217; bem na hora de gozar?&#8221;</p>
<p>P.<br />
&#8220;Não seria tão embaraçoso se não fosse tão totalmente estranho, porra. Se eu tivesse a menor idéia do que quer dizer. Você sabe?&#8221;</p>
<p>P. &#8230;<br />
&#8220;Nossa, agora estou morrendo de vergonha.&#8221;</p></blockquote>
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