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	<title>Felipe Arruda</title>
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	<description>Astronomia, literatura, viagens e outros hobbies e interesses</description>
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		<title>Whiteman é paulista</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 01:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bla]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Whiteman]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da Land Rover, ironicamente branca, o motorista não apenas parecia fisicamente com Whiteman, personagem de Robert Crumb, como também agia de maneira assustadoramente semelhante. Bastou o pedinte — que possuía uma deformação facial terrível — se aproximar da janela para &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/04/whiteman-e-paulista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Whiteman" src="http://felipearruda.com/blog/whiteman.jpg" alt="" width="592" height="257" /></p>
<p>Dentro da Land Rover, ironicamente branca, o motorista não apenas parecia fisicamente com Whiteman, personagem de Robert Crumb, como também agia de maneira assustadoramente semelhante. Bastou o pedinte — que possuía uma deformação facial terrível — se aproximar da janela para que o carro arrancasse imediatamente, mesmo com o sinal fechado, invadindo a faixa de pedestre e deixando pedinte, deformidade e qualquer outro tipo de ameaça para trás.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p style="text-align: center;">Bônus: desabapho poético</p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="360" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gK-fniEuC68?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="360" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/gK-fniEuC68?version=3&amp;hl=en_US" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;São Paulo (&#8230;), o trânsito e a polícia já não me assusta como o preço do pingado. Dez aqui, vinte ali&#8230;&#8221; — <a href="http://www.moisesneto.com.br/estudo63.html">Miró</a></p>
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		<title>Lujinha do Filib</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2012/03/lujinha-do-filib/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 00:36:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bla]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá. Como sabem, estou me mudando. Por isso, estou me livrando de algumas coisas. Sendo assim, aqui vai uma pequena venda de garagem virtual. Antes, algumas regras: não posso enviar coisas pelo correio; entrego pessoalmente em Curitiba; se você puder &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/03/lujinha-do-filib/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. Como sabem, estou <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/03/non-ducor-duco/" target="_blank">me mudando.</a> Por isso, estou me livrando de algumas coisas. Sendo assim, aqui vai uma pequena venda de garagem virtual. Antes, algumas regras:</p>
<ul>
<li>não posso enviar coisas pelo correio;</li>
<li>entrego pessoalmente em Curitiba;</li>
<li>se você puder esperar até o dia 7 de abril, entrego pessoalmente em São Paulo. Nesse caso, você tem que me encontrar, porque eu vou estar bem apurado de tempo;</li>
<li>pagamento na retirada ou via depósito bancário; e</li>
<li>não envio o telescópio para fora de Curitiba. Como não dirijo, quem quiser o grandão, infelizmente, vai ter que retirá-lo aqui em casa.</li>
</ul>
<h2>Telescópio newtoniano 200 mm</h2>
<p><img class="aligncenter" title="Newtoniano de 200 mm" src="http://nevoeiro.org/blog/wp-content/uploads/2009/01/martinscopio10.jpg" alt="" width="356" height="447" /></p>
<p>Antes de tudo, aviso: a moto não é minha e, portanto, não está à venda. Já o telescópio foi fabricado por astrônomos amadores de Curitiba, membros do <a href="http://nevoeiro.org/" target="_blank">Grupo Nevoeiro</a>. Possui espelho primário de 200 mm e acompanham duas oculares, de 9,5 mm e 32 mm. A pintura está um pouco avariada e ele precisa de uma regulagem. Tentei fazer isso às cegas e até que ficou razoavelmente bom. Mas aconselho o/a comprador/a a participar do Nevoeiro, tanto para pegar dicas quanto para participar das saídas do grupo.</p>
<p><strong>Preço:</strong> R$ 550,00</p>
<h2>Nokia N810</h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Nokia N810" src="http://felipearruda.com/n810.JPG" alt="" width="560" height="420" /></p>
<p>VENDIDO!</p>
<p><del>Internet Tablet da Nokia, equipado com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maemo" target="_blank">Maemo</a> 4.1. Na Wikipedia estão as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nokia_N810" target="_blank">configurações completas</a>, mas tem CPU de 400 MHZ (TI OMAP 2420), 128 MB RAM, tela sensível ao toque (resistiva) de 4,13&#8243;, resolução de 800 x 480, Wi-Fi, Bluetooth, teclado QWERTY e câmera VGA (640 x 480). Acompanha cabo USB para transferência de dados, suporte para carro, fone de ouvido e uma &#8220;canetinha&#8221; (stylus) extra. Possui um risco na tela, mas está bem conservado.</del></p>
<p><del>Ah, se você tiver espírito aventureiro, pode <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1NDW4IrBwmI" target="_blank">instalar o Android 2.2 nele</a>.</p>
<p></del></p>
<p><del><strong>Preço:</strong> R$ 81,00 (aguardando resposta de uma pessoa)</del></p>
<h2>Raquete de tênis Wilson (vermelha/branca/preta)</h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Raquete Wilson" src="http://felipearruda.com/raquete.JPG" alt="" width="504" height="549" /></p>
<p>Comprei em 2007 e usei pouquíssimo. Menos de 10 vezes, eu diria. Desde então, está parada. Nunca aprendi a jogar direito. Bônus: bolinhas de tênis.</p>
<p><strong>Preço:</strong> R$ 50</p>
<h2>DVDs diversos</h2>
<p>Lista está <a href="https://docs.google.com/document/d/1Tw2UaM9E-xzJxOWvCcx5SIQ-ZW000mYIalm99_KGfC8/edit" target="_blank">na web</a>. Os títulos riscados já foram vendidos. <strong>Preço:</strong> R$ 10 cada</p>
<p>Acho que é isso. Se eu encontrar mais coisas, atualizo o post. :-)</p>
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		<title>Non ducor, duco</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 06:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bla]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje começa minha penúltima semana em Curitiba. Como milhares de outras pessoas deste país, resolvi que devo tentar a vida em São Paulo. As razões são muitas, mas acho que podem ser resumidas em duas: a) quero uma cidade que &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/03/non-ducor-duco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Leave your confort zone" src="http://felipearruda.com/magic.jpg" alt="" width="500" height="358" /></p>
<p>Hoje começa minha penúltima semana em Curitiba. Como milhares de outras pessoas deste país, resolvi que devo tentar a vida em São Paulo. As razões são muitas, mas acho que podem ser resumidas em duas: a) quero uma cidade que me ofereça mais opções; e b) preciso acabar com a minha paz para tentar ficar em paz. Parece confuso, mas eu juro que faz sentido. Sendo assim, parto no dia 7. E que dê tudo certo.</p>
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		<title>A ciganofobia do homem instalado</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2012/02/a-ciganofobia-do-homem-instalado/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 00:54:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[ciganos]]></category>
		<category><![CDATA[Plínio Marcos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como o homem instalado tem ódio de quem se move, de quem não tem residência fixa, emprego permanente e os cambaus, perseguem, espancam, expulsam dos lugares os que se atrevem a passar. Simplesmente passar. Puta que os pariu! Homens-pregos. A &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/02/a-ciganofobia-do-homem-instalado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Como o homem instalado tem ódio de quem se move, de quem não tem residência fixa, emprego permanente e os cambaus, perseguem, espancam, expulsam dos lugares os que se atrevem a passar. Simplesmente passar. Puta que os pariu! Homens-pregos. A gente da viagem traz alegria, emoção, poesia, sonho&#8230; Porém (e sempre tem um porém), é justamente o que o homem instalado teme. Isso tudo perturba os hábitos seguros da sua rotina, o imobilismo do seu dia-a-dia. Um bando de vagabundos passando. Só por passar perturba a vidinha da comunidade. Provoca estremecimentos. A buceta da mulherada fica molhada, o caralho mole dos homens fica arrepiado&#8230; É por aí. Com certeza é por aí que se abalam as estruturas dos acomodados. Eles se defendem da liberdade com organizações, constituintes, leis, Estado, polícia, tudo o que fortalece um sistema político fixo de poder. E de repente um bando de vagabundo&#8230; são culpados. Culpados. Culpados. As inquietações&#8230; as velhas esperanças&#8230; as imaginações&#8230; essas coisas afloram. Ódio aos culpados&#8230;</p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><a href="http://books.google.com.br/books/about/Assassinato_Do_Anao_O.html?id=vaYvI2qTU2sC&amp;redir_esc=y" target="_blank">O assassinato do anão do caralho grande</a> — Plínio Marcos</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Leitura de bolso: &#8220;Dinossauros&#8221;, de David Norman</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2012/02/leitura-de-bolso-dinossauros-de-david-norman/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[  Passei os últimos dias lendo mais um livro da L&#38;PM. Desta vez, um volume da série Encyclopædia sobre os animais que dominaram o nosso planeta até 65 milhões de anos atrás. Eu nunca havia me dado ao trabalho de &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2012/02/leitura-de-bolso-dinossauros-de-david-norman/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <img class="aligncenter" title="Dinossauros, de David Norman" src="http://felipearruda.com/dino-final.jpg" alt="Dinossauros, de David Norman" width="576" height="363" /></p>
<p>Passei os últimos dias lendo mais um livro da L&amp;PM. Desta vez, um volume da série Encyclopædia sobre os animais que dominaram o nosso planeta até 65 milhões de anos atrás.</p>
<p>Eu nunca havia me dado ao trabalho de procurar algo um pouco mais sério sobre paleontologia. Confesso que achei a experiência tão confortante quanto ler sobre o universo: qualquer problema pessoal (e da condição humana) se torna insignificante perante a natureza (ou o cosmo), que simplesmente não se importa comigo, com você ou com qualquer espécime de H<em>omo sapiens</em>.</p>
<p>De certa forma, isso pode ser encarado como uma constatação desmotivadora. Mas o fato é que, apesar de tudo, nossa espécie tem lá sua importância. Surgimos há cerca de 500 mil anos e, desde então, tentamos entender o mundo em que vivemos. A tarefa é complicada e deve se prolongar por mais alguns milhões de anos, antes da nossa extinção. Mesmo assim, já fizemos descobertas incríveis e algumas delas dizem respeito aos antigos habitantes de nosso planeta.</p>
<h2>O nascimento dos dinossauros</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img title="Iguanodons do Palácio de Cristal, em Londres" src="http://felipearruda.com/iguanodon-crystal.jpg" alt="Iguanodons do Palácio de Cristal, em Londres" width="600" height="413" /><p class="wp-caption-text">Iguanodons do Palácio de Cristal, em Londres (Fonte: Wikipedia)</p></div>
<p>Faz menos de 200 anos que começamos a colecionar e analisar fósseis de &#8220;dinossauros&#8221;, termo criado em 1841 pelo britânico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Owen" target="_blank">Richard Owen</a> para se referir ao grupo recém-descoberto de &#8220;répteis&#8221; extintos. Desde então, muita coisa mudou. O próprio Owen foi capaz de presenciar seus estudos serem refutados e, ainda hoje, um modelo completamente errôneo de iguanodon está exposto no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Crystal_Palace_Dinosaurs" target="_blank">Palácio de Cristal</a>, em Londres. Mais do que uma escultura, aquele &#8220;lagartão&#8221; pode ser encarado como uma homenagem permanente ao esforço humano empregado para entender algo até então desconhecido.</p>
<p>E o iguanodon é fundamental nos primeiros capítulos do livro, já que é por meio do estudo sistemático dos fósseis desse animal que a paleontologia começa a surgir. Vale a pena comparar os esboços do animal propostos por Owen (e de seu rival <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gideon_Mantell" target="_blank">Gideon Mantell</a>) com o de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_Dollo" target="_blank">Louis Dollo</a>, cientista de Bruxelas que pode contar com novos fósseis e mais criatividade do que seus antecessores, já que reconstruiu o esqueleto do animal baseando-se em espécimes modernos de crocodilos e pássaros. Para isso, Dollo também levou em consideração os estudos de outro britânico famoso da época: Charles Darwin, nome que dispensa link para artigo de apresentação na Wikipedia.</p>
<h2>Sherlock Holmes seria um ótimo paleobiologista</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><img class="   " title="Sinosaureopteryx: note a penugem ao longo da coluna" src="http://felipearruda.com/sino.jpg" alt="Sinosaureopteryx: note a penugem ao longo da coluna" width="518" height="312" /><p class="wp-caption-text">Sinosaureopteryx: note a penugem ao longo da coluna (Fonte: Wikipedia)</p></div>
<p>Norman chega a citar o morador da Baker Street duas ou três vezes ao longo do livro e, de fato, há muita semelhança entre o trabalho do consultor investigativo e de cientistas que estudam fósseis de dinossauros. Basicamente, ambos precisam reconstruir cenários a partir de uma cena encontrada: com a análise dos restos de esqueletos milagrosamente conservados por milhões de anos, pesquisadores tentam descobrir como a criatura se locomovia, qual era a sua dieta, se o espécime era macho ou fêmea e até quão aguçados eram o olfato, visão e audição daquele animal.</p>
<p>E o estudo não se limita aos fósseis. Cientistas também analisam pegadas de dinossauros preservadas ao longo das eras e, com base nelas, é possível deduzir se o animal subia ou descia o morro, se estava correndo ou caminhando lentamente, qual era o tamanho de seus passos etc. Até mesmo cocô fossilizado é objeto de estudo. Dentro dos chamados <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coprolite" target="_blank">cropólitos</a> é possível encontrar restos de ossos de pequenos animais e plantas, que ajudam a desvendar mistérios sobre a alimentação dos dinos.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img title="Fóssil incrível: protoceratops e velociraptor lutando" src="http://felipearruda.com/dino-fight.jpg" alt="Fóssil incrível: protoceratops e velociraptor lutando" width="480" height="340" /><p class="wp-caption-text">Fóssil de protoceratops e velociraptor lutando (Fonte: The Dinosaur Toy Blog)</p></div>
<p>Foi com essa linha de pensamento e com a descoberta de novas espécies, como o Deinonychus e o Archaeopteryx, que os dinossauros foram finalmente posicionados na escala evolutiva, ocupando um lugar entre os répteis e as aves. Mais tarde essa hipótese foi confirmada com fósseis ainda mais incríveis, que conseguiram preservar as marcas de penas e outros tipos de cobertura corpórea, como o do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sinosauropteryx" target="_blank">Sinosauropteryx</a>.</p>
<p>O registro fossilizado desse dinossauro &#8220;chinês&#8221; é fantástico, mas não chama tanto a atenção quanto o da imagem acima: um protoceratops e um velociraptor que morreram simultaneamente, durante um combate. A descoberta é tão famosa que rendeu até brinquedo, devidamente catalogado pelo <a href="http://www.dinotoyblog.com/2010/09/21/protoceratops-vs-velociraptor-dinosauria-by-sideshow/" target="_blank">The Dinosaur Toy Blog</a>.</p>
<h2>Mais e mais curiosidades</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 536px"><img class=" " title="Representação de um hadrossauro pintada por Heinrich Harder, em 1916" src="http://felipearruda.com/hadrosaur.jpg" alt="Representação de um hadrossauro pintada por Heinrich Harder, em 1916" width="526" height="330" /><p class="wp-caption-text">Representação de um hadrossauro pintada por Heinrich Harder, em 1916</p></div>
<p>Ao longo do livro, que custa menos que <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=5101531&amp;sid=17742023614131825657352574" target="_blank">R$ 15</a>, é possível encontrar exemplos de diversos registros como esses, além de dados curiosos que podem ajudar a impressionar alguém durante um encontro romântico. Experimente, por exemplo, contar para a &#8220;vítima&#8221; que os temíveis tiranossauros sofriam de gota, doença que também atinge muitas pessoas. Ou então que a dieta dos hadrossauros tornava-os mais propensos a terem câncer.</p>
<p>Se isso não trouxer a pessoa amada para os seus braços, pelo menos a leitura servirá como <a href="http://oreilly.com/catalog/mindperfhks/chapter/hack19.pdf" target="_blank">semente aleatória para a sua criatividade</a>, principalmente se o assunto não estiver relacionado com o dia a dia. Na pior das hipóteses você acaba escrevendo um post besta para o seu blog.</p>
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		<title>4 pérolas de Marisa Lobo, a psicóloga cristã</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2011/12/4-perolas-de-marisa-lobo-a-psicologa-crista/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 14:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Marisa Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz pouco tempo que tive contato com o perfil de Marisa Lobo, psicóloga formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, moradora de Curitiba e, principalmente, defensora da família brasileira. Já tive, inclusive, a oportunidade de trocar alguns tweets com ela, que &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2011/12/4-perolas-de-marisa-lobo-a-psicologa-crista/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Faz pouco tempo que tive contato com o perfil de Marisa Lobo, psicóloga formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, moradora de Curitiba e, principalmente, defensora da família brasileira. Já tive, inclusive, a oportunidade de trocar alguns tweets com ela, que se demonstrou muito disposta a responder não só a mim, mas a outras dezenas de pessoas que participam da rede de microblogues.</p>
<p style="text-align: left;">Navegando pelas páginas que Marisa mantém na internet, encontrei mensagens e posts escritos por ela e que parecem dignos de algum comentário, mesmo que breve. Sendo assim, chega de <em>blablabla</em> e vamos ao que interessa: correr o risco de ser apenas mais um escarnecedor do mundão.</p>
<h2 style="text-align: left;">1. Homofobia é medo do igual: não existe</h2>
<p style="text-align: center;"><img class=" aligncenter" title="Pequeno bate-papo com Marisa Lobo" src="http://felipearruda.com/marisinha.jpg" alt="Pequeno bate-papo com Marisa Lobo" width="358" height="417" /></p>
<p style="text-align: left;">De todos os argumentos que tentam invalidar o preconceito contra não heteros, esse é, de longe, o mais fraco de todos. De acordo com a psicóloga cristã, se &#8220;homo&#8221; quer dizer &#8220;igual&#8221; e &#8220;fobia&#8221; significa &#8220;medo&#8221;, homofobia não existe, pois ninguém tem &#8220;medo do igual&#8221; ou &#8220;do comum&#8221;. Parece tolo que alguém acredite nisso, mas o fato é que já vi a mesma ofensa à inteligência alheia sendo repetida por outras pessoas.</p>
<p style="text-align: left;">Por isso, nunca é demais lembrar da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Polissemia" target="_blank">polissemia</a>, ou seja, a capacidade de uma palavra ou expressão ter mais de um significado. Se o argumento de Marisa Lobo estivesse correto, por exemplo, os dicionários seriam ainda mais grossos. Quer um exemplo? Teríamos que mudar o nome do pé de manga ou do tubo de borracha usado para regar plantas, pois a palavra &#8220;mangueira&#8221; não poderia ser usado em dois contextos diferentes.</p>
<p style="text-align: left;">Resumindo, não importa o que a palavra queria dizer originalmente, mas sim os muitos significados que ela ganhou ao longo ano. A língua vive.</p>
<h2>2. Darwin se arrependeu antes de morrer</h2>
<p><img class="aligncenter" title="Darwin se arrependeu, diz Marisa" src="http://felipearruda.com/marisinha-darwinista.png" alt="Darwin se arrependeu, diz Marisa" width="511" height="181" /></p>
<p>Mais uma <a href="https://twitter.com/#!/marisa_lobo/status/150354269151830016" target="_blank">afirmação</a> equivocada. Antes, porém, um adendo: como Marisa não especifica o que diz a respeito de Darwin, assumo que ela esteja se referindo ao <a href="https://twitter.com/#!/marisa_lobo/status/150354269151830016" target="_blank">mito</a> de que o naturalista britânico tenha se arrependido em seu leito de morte e se convertido ao cristianismo.</p>
<p>Pois aqui vai, doutora: Darwin era religioso e chegou até mesmo a estudar a teologia anglicana. Conhecia a bíblia muito bem. O que o afastou do cristianismo não foram, simplesmente, os estudos científicos ou a morte de sua filha Annie. O próprio naturalista assume que a perda de sua fé foi um processo <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/belief/2009/sep/17/darwin-evolution-religion" target="_blank">gradual e complexo</a>.</p>
<p>De qualquer forma, Darwin não se dizia ateu, mas agnóstico. E sobre o arrependimento em seu leito de morte, não passa de lorota. O filho do cientista, Sir Francis Darwin, já <a href="http://www.stephenjaygould.org/ctrl/ladyhope.html#Autobiography" target="_blank">desmentiu</a> a história em 1918.</p>
<h2>3. Homossexualidade é disfuncional</h2>
<p><img class="aligncenter" title="A homossexualidade é disfuncional, pois não procria" src="http://felipearruda.com/marisinha-disfuncional.png" alt="A homossexualidade é disfuncional, pois não procria" width="508" height="146" /></p>
<p>A homossexualidade é disfuncional, já que não cumpre a função de procriação. Fiquei muito triste com esse <a href="https://twitter.com/#!/marisa_lobo/status/148875368642781184" target="_blank">tweet</a>. E digo mais: foi pelos meus pais. Eles foram casados durante 30 anos e só tiveram dois filhos. Já que o sexo heterossexual serve para procriar, como argumenta Marisa em seu <a href="http://marisalobo.blogspot.com/2011/10/homossexualismo-para-o-cristianismo-e.html" target="_blank">blogue</a>, imagino que meus pais tenham transado apenas duas vezes nesse período. O que talvez explique o gosto deles por telenovelas e programas de auditório.</p>
<p>Problemas familiares à parte, fico preocupado com a formação científica ou percepção de mundo da psicóloga. Para começar, acho que é impossível contar o número de gays, lésbicas e bissexuais com filhos que existem no mundo. Pasmem: não heteros também procriam. Além disso, a homossexualidade não é um comportamento exclusivo do ser humano e está presente em mais de 400 espécies de animais, que vão de bisões a pinguins. Por isso, é muito provável que a homossexualidade tenha, sim, uma <a href="http://www.newscientist.com/article/dn13674-evolution-myths-natural-selection-cannot-explain-homosexuality.html" target="_blank">função</a>. Se é que isso importa para fins de convívio social e direitos civis.</p>
<h2>4. Verbete não catalogado: homofobia</h2>
<p>O trecho a seguir foi copiado — com os devidos desvios gramaticais e ortográficos — de um <a href="http://marisalobo.blogspot.com/search?updated-max=2011-11-20T18:40:00-08:00&amp;max-results=15" target="_blank">post</a> do blogue da psicóloga autora de três livros:</p>
<blockquote><p>Não eu, não sou homo fóbica, na verdade nem sei direito o que esta palavra, que não existe em nosso dicionário, significa. Banalizaram a mesma. Se for analisar como se lê, homofobia é violência contra homens, não necessariamente homens gays, mulheres lésbicas.</p></blockquote>
<p>Bom, o verbete se encontra no &#8220;pai dos burros&#8221; de bolso que tenho aqui (Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 3ª edição). E, por sinal, a palavra está definida como:</p>
<blockquote><p><strong>ho.mo.fo.bi.a: </strong><em>s.f</em> aversão à homossexualidade e a homossexual</p></blockquote>
<p>Sendo assim, se o problema for só a falta de um bom dicionário, coloco o meu à disposição da psicóloga. Inclusive, posso enviar pelo correio sem custo algum. Que tal?</p>
<p>Eu poderia continuar a rebater bobagens, principalmente quando ela replica argumentos completamente esquisitos a respeito de supostos &#8220;privilégios&#8221; que a comunidade LGBT tem tentado conquistar. Mas como meu senso de humor tem limite, fiquemos com apenas mais uma indig<del>nação</del>zinha: <a href="https://twitter.com/#!/marisa_lobo/status/151035219238064128/photo/1" target="_blank">PORRA, DILMA! NÃO QUEIMA O FILME, COMPA!</a></p>
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		<title>Vacantia campi, uma criatura em extinção</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2011/12/vacantia-campi-uma-criatura-em-extincao/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 02:41:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Ameaçadas de extinção, as vagas de estacionamento público (Vacantia campi) têm como habitat natural os centros urbanos, locais onde quase não têm sido mais avistadas. Em regiões menos movimentadas, como bairros domiciliares e zonas rurais, ainda é possível observá-las com mais &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2011/12/vacantia-campi-uma-criatura-em-extincao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><img class="  " title="Bando de Vacantia campi em seu habitat natural" src="http://felipearruda.com/parking-2.jpg" alt="Bando de Vacantia campi em seu habitat natural" width="576" height="432" /><p class="wp-caption-text">Bando de Vacantia campi em seu habitat natural</p></div>
<p>Ameaçadas de extinção, as <em>vagas de estacionamento público</em> (<em>Vacantia campi</em>) têm como habitat natural os centros urbanos, locais onde quase não têm sido mais avistadas. Em regiões menos movimentadas, como bairros domiciliares e zonas rurais, ainda é possível observá-las com mais frequência, embora essa situação também esteja mudando.</p>
<p>A domesticalização de <em>automóveis</em> (<em>Veiculum potissimum</em>) e <em>motocicletas</em> (<em>Duabus rotis</em>) está diretamente ligada à diminuição da <em>vaga</em>, já que, dentro da cadeia alimentar das grandes cidades, essas criaturas se comportam como predadores vorazes da espécie ameaçada. Entre os problemas relacionados com essa atividade predatória desigual está, por exemplo, o impacto ambiental e mental causado pela diminuição do espaço público.</p>
<p>O desequilíbrio causado pelo extermínio da <em>Vacantia campi</em> também é preocupante. Como a diminuição da espécie está relacionada com a superpopulação de <em>Veiculum potissimum</em> e <em>Duabus rotis</em>, não demorará muito para que o ecossistema entre em colapso e os predadores passem a competir entre si, levando a uma drástica redução da própria comunidade.</p>
<p>Infelizmente, essa parece ser a única solução para o reaparecimento de bandos de <em>Vacantia campi</em> nas capitais brasileiras. Pesquisadores e cientistas ainda não conseguiram encontrar uma forma de favorecer o equilíbrio entre essas espécies, mas estudos avançados indicam que a inserção de um agente externo — a <em>Birota urbana</em>, conhecida popularmente como <em>bicicleta</em> — pode colaborar para o desenvolvimento positivo do ecossistema.</p>
<p>Outras maneiras de combater a extinção da vaga seria a criação, preservação e inserção de <em>Automatum publica</em> (pop.: <em>transporte público</em>) no mesmo habitat da espécie, além, é claro, do investimento em educação ambiental, que pode ajudar as próximas gerações de humanos a conviverem harmoniosamente com outras criaturas.</p>
<p>Enquanto isso, uma nova espécie (<em>Vacantia captivitatis</em>) tem sido criada em cativeiros apelidados de <em>estacionamentos</em>. Ao atingirem certo grau de maturidade, essas criaturas são alugadas temporariamente por donos de <em>Veiculum potissimum</em> e <em>Duabus rotis</em>. Tal atividade tem ajudado a suprir a ausência de <em>Vacantia campi</em> nos centros das cidades, mas o combate à extinção da <em>vaga</em> está apenas começando.</p>
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		<title>Sobre a produção de um pornô curitibano</title>
		<link>http://www.felipearruda.com/blog/2011/11/sobre-a-producao-de-um-porno-curitibano/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 11:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita Criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Pornografia]]></category>

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		<description><![CDATA["...apesar das tentativas de disfarce, todos sabem que a mais europeia das capitais possui, por debaixo dos panos, a sexualidade outrora desencanada dos índios brasileiros. Na Rua Cruz Machado, por exemplo, funciona uma espécie de Red Light District e, sob as copas das árvores da Getúlio Vargas, atuam travestis do tipo exportação..." <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2011/11/sobre-a-producao-de-um-porno-curitibano/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="imagem via http://fetaolympus.com/" src="http://felipearruda.com/milk.jpg" alt="imagem via http://fetaolympus.com/" width="553" height="415" /></p>
<p>É famoso o apreço que o povo de Curitiba tem pela província, chegando a defender as pretensas virtudes da urbe a um nível praticamente agressivo. E, como é de conhecimento de todos, há muita sexualidade na agressão. É por isso, por exemplo, que pessoas disfarçam as próprias perversões com violência, afastando para longe de si o foco das atenções.</p>
<p>Mas apesar das tentativas de disfarce, todos sabem que a mais europeia das capitais possui, por debaixo dos panos, a sexualidade outrora desencanada dos índios brasileiros. Na Rua Cruz Machado, por exemplo, funciona uma espécie de Red Light District e, sob as copas das árvores da Getúlio Vargas, atuam travestis do tipo exportação. No Passeio Público, enquanto as crianças se encantam com os bichos enjaulados, os senhores pais cortejam cortesãs nos bancos do minizoo.</p>
<p>Obviamente, é preciso lutar contra a repressão da sexualidade do povo de Curitiba. O que se propõe, então, é uma exploração dessa situação de maneira positiva, de forma que seja possível guiar a cidade a uma sensualidade mais liberal. E já que o mercado de produtoras pornográficas ainda é muito fraco na capital, há grandes chances de que, com um pouco de investimento, a indústria ganhe sua forma e a cidade venha a ter os seus próprios “jeremys” e “saints”.</p>
<p>A priori, “Leite Quente” parece ser o melhor título para o primeiro pornô legitimamente curitibano. Além de ambiguamente jocosa no contexto sensual, a frase que melhor descreve o tal sotaque dos pinherais também pode ser usada como bordão durante as transas: “Quer leite quente, guria?”. Tudo phalado, é claro, da forma como se escreve.</p>
<p>Outros regionalismos também podem ser explorados. Caso a produtora decida investir no pornô desviante, por exemplo, pode usar como figura de linguagem o “pão com duas vinas”, um dos lanches preferidos das bandas de cá. E se uma cena acontecer dentro do ambiente escolar, é aconselhável que se faça repetidas menções à palavra “penal”.</p>
<p>Ainda pensando na linguagem empregada pela produção, é necessário que o roteirista seja capaz de reconhecer e de traduzir, com muita destreza, a brevidade ou ausência de diálogos entre desconhecidos. Porém, a representação da (falta de) cordialidade curitibana não deve ser tão fiel, ou corre-se o risco de arruinar o “clima” necessário para as cenas de sexo.</p>
<p>A filmagem de transas casuais em elevadores, por exemplo, deve ser evitada a todo custo. É de conhecimento geral que moradores e moradoras da capital paranaense não dispensam simpatias em ambiente tão hostil. Também devem ser cortadas expressões como “bom dia”, “obrigado” e “por favor: quanto mais seco o diálogo, melhor. Sempre sem arruinar o clima, claro.</p>
<p>O “efeito cebola” também pode ser aproveitado em longas cenas de striptease. As muitas camadas de roupas devem ser retiradas aos poucos, à medida que a situação começar a esquentar, como uma clara referência às bruscas mudanças climáticas que enchem o povo de blusas, japonas e botas.</p>
<p>O maior problema que essa nova indústria poderia encontrar — além do tempo ruim que impediria filmagens externas — é a temida autofagia curitibana. Por mais que alguns aleguem que esse seja um empecilho já superado, a verdade é que o sucesso do vizinho ainda é visto com desconfiança entre os cidadãos daqui.</p>
<p>Sendo assim, o processo de divulgação de um pornô legitimamente curitibano passará, necessariamente, por duas etapas: primeiramente, a obra venderá como água. Afinal, além do sexo, o filme também aborda o maior fetiche da cidade, que é a própria cidade. Depois, quando o público perceber que a produção é curitibana e que ela começa a ganhar o eixo RJ-SP, passará a desdenhá-la.</p>
<p>Infelizmente, a produção terá que contornar essa situação de alguma forma. Não será fácil, mas com perseverança e dedicação, a produtora voltará a ter o prestígio que merece na capital, principalmente depois do terceiro ou quarto lançamento bem recebido pela imprensa nacional ou estrangeira.</p>
<p>Entre trancos e barrancos, venceremos: já passou da hora de mostrar para o mundo que Curitiba também pode ser quente!</p>
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		<title>Hercólubus: o planeta-cometa de V.M. Rabolú</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 23:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vive em Curitiba já deve ter visto, pelas bancas do centro, cartazes sobre &#8220;Hercólubus ou Planeta Vermelho&#8221;, livro de V.M. Rabolú que alerta sobre a ameaça de um planeta-cometa que há de se chocar contra nós. Dia desses, Raquel &#8230; <a href="http://www.felipearruda.com/blog/2011/10/hercolubus-o-planeta-cometa-de-v-m-rabolu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 548px"><img class="   " title="Cartazes promocionais do livro de V.M. Rabolú" src="http://felipearruda.com/novo_planeta_rc.jpg" alt="Cartazes promocionais do livro de V.M. Rabolú" width="538" height="403" /><p class="wp-caption-text">Cartazes promocionais do livro de V.M. Rabolú</p></div>
<p>Quem vive em Curitiba já deve ter visto, pelas bancas do centro, cartazes sobre &#8220;Hercólubus ou Planeta Vermelho&#8221;, livro de V.M. Rabolú que alerta sobre a ameaça de um planeta-cometa que há de se chocar contra nós.</p>
<p>Dia desses, <a href="http://www.todaela.com.br/blogs/all-that-jazz" target="_blank">Raquel</a> me emprestou a cópia dela e prometi que faria uma resenha. Contudo, não sei se darei conta do trabalho. Essa obra, apesar de pequena, pode ser analisada sob tantos pontos de vistas que, por mais que eu me esforce, sei que estou fadado a falhar.</p>
<p>Sendo assim, gostaria de pedir para o estimado leitor e a querida leitora que, indiferentemente do meu texto, se dê ao trabalho de <a href="http://www.hercolubus.tv/hercolubus-ou-planeta-vermelho-portugueses.html" target="_blank">solicitar</a> uma cópia do livro e tirar suas próprias conclusões. O envio é gratuito.</p>
<h2>O ser interno do autor</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 364px"><img title="V. M. Rabolú" src="http://felipearruda.com/rabolu20.jpg" alt="V. M. Rabolú" width="354" height="501" /><p class="wp-caption-text">V. M. Rabolú</p></div>
<p>A página da Wikipedia sobre o autor do livro é pequena e possui poucas informações. Mas a partir dela descobrimos que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V._M._Rabolu" target="_blank">V.M. Rabolú</a> é o &#8220;pseudônimo&#8221; de Joaquin Enrique Amortegui Valbuena: agricultor e ocultista colombiano.</p>
<p>Note que eu não gosto de usar aspas desnecessariamente. Aquelas, do parágrafo anterior, foram muito bem pensadas. Explico: Rabolú era discípulo de Samael Aun Weor, fundador do gnosticismo samaelino. Mas Weor é, na verdade, o nome do <strong>ser interno</strong> de Victor Manuel Gómez Rodríguez.</p>
<p>Me falta conhecimento ocultista para poder falar mais sobre essa particularidade. Talvez por isso eu tenha achado o detalhe tão artístico, assemelhando-se muito aos seres internos que habitavam Fernando Pessoa, por exemplo, poeta notavelmente e paradoxalmente místico e cético.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://felipearruda.com/Ercolubus36.GIF" alt="" width="314" height="224" /></p>
<p>Paradoxal, inclusive, pode ser um dos adjetivos que permeiam o texto de Rabolú. Em alguns trechos, o autor — ou o seu ser interno — se contradiz em questão de poucas palavras, chegando inclusive a expor um pouco de ódio nessa mensagem de paz.</p>
<p>É possível traçar mais detalhes da característica psicológica do autor, mas temo ser leviano ao considerar essas suposições como componentes reais e não recursos estilísticos de um escritor que, porventura, queira apenas explorar o limite tênuo que há entre ficção e realidade, sendo que essa última é moldada de maneira ficcional por nosso cérebro real.</p>
<h2>Narração febril e concisa</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 640px"><img title="Em Rabolú, &quot;choque de civilizações&quot; ganha novo sentido" src="http://felipearruda.com/Melancholia.jpg" alt="Em Rabolú, &quot;choque de civilizações&quot; ganha novo sentido" width="630" height="230" /><p class="wp-caption-text">Em Rabolú, &quot;choque de civilizações&quot; ganha novo sentido</p></div>
<p>Nas poucas palavras que compõem a introdução da obra, Rabolú explica que escreveu o livro enquanto estava &#8220;deitado numa cama sem poder levantar nem sentar-me&#8221;. Mesmo assim, venceu a doença ou indisposição que o acometia e redigiu, com muito esforço, a mensagem que compõem esse livro, dedicando-a à Humanidade, sempre com H maiúsculo.</p>
<p>O tom inicial é de extrema desolação. Rabolú anuncia a existência de Hercólubus, planeta com tamanho de 5 a 6 vezes maior do que Júpiter<em>.</em> Depois, o autor fala sobre o descaso que cientistas e terrícolas fazem do astro que vem em direção ao nosso lar.</p>
<p>É impossível não se lembrar de <strong>Melancholia</strong>, último filme de <strong>Lars von Trier</strong>. Mas basta comparar as datas de lançamentos de ambas as obras para saber quem foi que inspirou a quem: a primeira edição de Hercólubus foi lançada em 1998 e a película de Trier chegou aos cinemas apenas neste ano (2011).</p>
<p>O narrador, que ataca de maneira peçonhenta a ciência e as potências mundiais terrícolas, chega a detalhar passos do processo de aproximação do astro invasor em nossos Sistema Solar. Faz, contudo, não com o propósito de aterrorizar, mas de prevenir, já que sofre de angústia pela &#8220;pobre Humanidade&#8221;.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px"><img class="  " title="Teria Trier se inspirado no livro de Rabolú?" src="http://felipearruda.com/melancholia_3-1.jpg" alt="Teria Trier se inspirado no livro de Rabolú?" width="588" height="251" /><p class="wp-caption-text">Teria Trier se inspirado no livro de Rabolú?</p></div>
<p>No geral, a narração é concisa e sem detalhes técnicos que possam explicar ou aprovar a veracidade dos fatos. Rabolú se atém ao alarme e, de maneira quase desordenada, febril, interrompe o assunto sobre o planeta vermelho e passa a descrever a vida e a sociedade de Vênus e Marte, seguindo depois para algumas reflexões sobre a morte e as técnicas de desdobramento astral.</p>
<p>Não fica clara a forma como esses temas se interligam, mas é possível deduzir que o desdobramento é uma das maneiras de se preparar para o inevitável choque de Hercólubus contra a Terra.</p>
<h2>Vênus e Marte: sociedades bolsonaristas</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 506px"><img class=" " title="Vênus e Marte, nossos vizinhos" src="http://felipearruda.com/marteevenus.jpg" alt="Vênus e Marte, nossos vizinhos" width="496" height="240" /><p class="wp-caption-text">Vênus e Marte, nossos vizinhos</p></div>
<p>Graças a esse desdobramento astral, Rabolú mantém contato com seres extraterrestres, tendo já visitado as sociedades de nossos vizinhos: Vênus e Marte. O escritor diz não ter &#8220;palavras para descrever a sabedoria, a cultura e a vida angélica que levam esses seres&#8221;.</p>
<p>Porém, ainda perturbado pela incerteza que divide realidade e ficção, me sinto um pouco preocupado com esses povos. Logo no início de sua descrição, Rabolú faz questão de ressaltar que em Vênus não existem &#8220;barrigudos&#8221;, emendando logo em seguida que também não se vê &#8220;pessoas desfiguradas&#8221;.</p>
<p>Como se não bastasse, o narrador faz questão de dizer que em tal planeta também não há &#8220;fornicação como aqui, pois os terrícolas são piores do que as bestas&#8221;. Nesse ponto, notei uma espécie de reminiscência da culpa cristã em relação ao sexo, que se confirma quando Rabolú afirma não existir  &#8221;degenaração sexual como há aqui, que já até os senhores padres estão casando homossexuais, porque o homossexualismo neles não existe. São homens verdadeiros e mulheres verdadeiras&#8221;.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 398px"><img title="Cupido, Marte e Vênus, por Paolo Veronese" src="http://felipearruda.com/cupido-marte-e-venus.jpg" alt="Cupido, Marte e Vênus, por Paolo Veronese" width="388" height="498" /><p class="wp-caption-text">Cupido, Marte e Vênus, por Paolo Veronese</p></div>
<p>É claro que não podemos usar o termo &#8220;homossexual&#8221; — criado pela medicina terrícola para definir supostos desvios de conduta — em uma sociedade tão alienígena. Mas me preocupo pelo ponto de vista de Rabolú.</p>
<p>A vida em Marte é muito parecida com a de Vênus, segundo o autor. Em ambas, a terra é um bem comum e lá não existe o conceito de posse, de &#8220;eu tenho algo&#8221;. Também não são necessários passaportes e permissões para fazer algo ou ir a algum lugar do planeta. Se em Vênus os habitantes usam uniformes, em Marte usam também escudos e capacetes: mas não praticam a guerra entre eles, apenas contra o <strong>mal</strong>. Infelizemnte, Rabolú não define, em momento algum, o que é o mal.</p>
<h2>A morte e o desdobramento astral</h2>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><img title="De acordo com o autor, quem sonha faz um desdobramento astral involuntário" src="http://felipearruda.com/projecao1.jpg" alt="De acordo com o autor, quem sonha faz um desdobramento astral involuntário" width="432" height="340" /><p class="wp-caption-text">De acordo com o autor, quem sonha faz um desdobramento astral involuntário</p></div>
<p>O capítulo sobre a morte é bastante confuso. Temo não ter a devida formação ou conhecimento para falar a respeito dele. O conceito de alma é traduzido aqui como &#8220;Chispa Divina&#8221; e o ser humano é comparado a uma árvore. A partir daí, a febrilidade do narrador se torna hermética demais. Resta em minha mente apenas o apelo que se deve fazer quando algum defeito se manifestar por meio da mente, do coração ou do sexo: &#8220;Minha Mãe, tira-me este defeito e desintegra-o com a tua lança&#8221;.</p>
<p>Para a prática do desdobramento astral, Rabolú recomenda a entoação de alguns mantrans, como <strong>LA RA S</strong> e <strong>FARAON</strong>. É possível conferir o cantar correto no site da <a href="http://www.hercolubus.tv/hercolubus-ou-planeta-vermelho-portugueses.html" target="_blank">Associação Alcione</a>.</p>
<h2>Conclusão metalinguística</h2>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://felipearruda.com/493186_325.jpg" alt="" width="288" height="400" /></p>
<p>Terminei a leitura com a sensação de que li uma obra carregada de referências a si própria, sendo inclinado a considerá-la como um exercício de ficção ou escrita criativa, cujo tema principal é o humor.</p>
<p>Não digo isso como quem quer ridicularizar o livro e seus seguidores, mas me baseando em um detalhe que pode acabar passando despercebido por alguns. Na última capa, V.M. Rabolú escreve:</p>
<blockquote><p>O que afirmo neste livro é uma profecia a muito curto prazo, porque me consta o final do planeta, conheço-o. Não estou assustando, senão prevenindo, porque tenho angústia por esta pobre Humanidade, já que os fatos não se fazem esperar e <strong>não há tempo a perder em coisas ilusórias</strong>.</p></blockquote>
<p>São as últimas palavras que, ao meu ver, denunciam o inteligente teor humorístico da obra. É como se Rabolú, para nos ensinar que não devemos perder tempo com &#8220;coisas ilusórias&#8221;, tivesse nos apresentado uma profecia que é, por si só, totalmente ilusória. A graciosidade dessa <em>metapiada</em> é o que torna o livro tão singular.</p>
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		<title>Holga 120N e filme P&amp;B ISO 200</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 03:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
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<p>No <a href="https://picasaweb.google.com/felipemiguel/HolgaSet2011?authuser=0&amp;feat=directlink" target="_blank">álbum</a> acima você encontra as 12 poses do filme de 120 mm, ISO 200, que usei com a Holga 120N durante o mês de setembro. Não há nada que se aproveite realmente, mas pode servir de referência para saber como se parecem as fotos tiradas com essa câmera. O triste mesmo continua sendo a hora de pagar: revelação, copião e digitalização custaram quase R$ 40.</p>
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